Caneta de Barroso para petista tem a tinta de Bolsonaro por Silveira

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Caneta de Barroso para petista tem a tinta de Bolsonaro por Silveira

Carlos Moura
Luís Roberto Barroso, ministro do STF Foto: Carlos Moura

O vereador Renato Freitas (PT) retomou o mandato numa canetada do ministro do STF Luís Roberto Barroso. Ele visitava o Papa Francisco quando recebeu a notícia há dias. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. Eu tenho fé”, escreveu. Amém? Nada!

Ele invadiu uma igreja em Curitiba no meio de uma missa, com uma claque, em protesto, gritaria e desrespeitou o templo. Foi cassado duas vezes por quebra de decoro parlamentar, por grande maioria dos votos, e não por racismo – como ele alega. Barroso atropelou o regimento e rito da Casa, a quem coube a decisão da cassação em votação democrática.

A defesa do vereador alega que a Câmara não seguiu o rito. Barroso citou um “racismo estrutural da sociedade”. O caso abre um precedente. Se um dia um grupo invadir o plenário do STF em protesto no meio de uma sessão, interrompendo os trabalhos e desrespeitando o Judiciário, os ministros anistiam a turma.

Freitas é candidato a deputado estadual pelo PT. Não é exagero comparar a canetada monocrática de Barroso para livrar o rapaz da lei, da canetada do presidente Jair Bolsonaro que anistiou o deputado Daniel Silveira (PTB), condenado pelo STF por ataques à Corte. A tinta da impunidade é a mesma para ambos.