O avanço do câncer ginecológico no sistema público de saúde coloca o tema em pauta no Congresso Nacional nesta terça-feira, 16. O Salão Nobre da Câmara dos Deputados sedia o 3º Fórum de Conscientização do Câncer Ginecológico, uma iniciativa do EVA (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos), organização que atua pela melhoria da atenção às mulheres com câncer no país.
- Debate em Brasília: o fórum reúne especialistas e parlamentares para discutir prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores ginecológicos no SUS.
- Dado alarmante: o câncer do colo do útero, um dos principais focos, mata quase 8 mil brasileiras por ano, o que representa 19 mortes por dia, segundo o INCA.
- Falta de informação: pesquisa revela que 57% das brasileiras não sabem que o vírus HPV é o principal causador da doença.
- Campanha Nacional: o evento marca o lançamento da campanha “Setembro em Flor”, que iluminará o Congresso para dar visibilidade à causa.
Com o tema “Câncer Ginecológico em Debate: Caminhos para a Transformação da Saúde Pública”, o fórum reunirá representantes do Ministério da Saúde, do INCA (Instituto Nacional do Câncer), parlamentares e líderes de sociedades médicas. O objetivo é discutir avanços e gargalos na atenção à saúde da mulher, especialmente em relação ao câncer do colo do útero.
A abertura será conduzida pela dra. Andrea Gadelha Guimarães, presidente do EVA, ao lado das deputadas federais da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres Renilce Nicodemos, Silvia Cristina, Laura Cardoso e Flavia Morais, todas com histórico de atuação na causa da saúde.

Congresso Nacional iluminado com as cores do ‘Setembro em Flor’
“É urgente estruturarmos uma linha de cuidado eficiente e nacionalmente coordenada para os cânceres ginecológicos, especialmente o de colo do útero, que é altamente prevenível”, afirmou a Dra. Andréa Gadelha. “É inadmissível que 19 brasileiras morram por dia de uma doença evitável por meio de exames de prevenção e da vacina do HPV. O Brasil precisa dar uma virada relevante e efetiva na vacinação contra o vírus HPV. Só assim conseguiremos mudar o cenário alarmante de tantas mortes.”
Rastreamento e vacinação
Um dos destaques da programação é o painel sobre o Movimento Brasil sem Câncer do Colo do Útero, que reforça a importância da vacinação contra o HPV e do uso do exame de DNA-HPV como rastreamento primário. O método é considerado o mais eficaz, mas ainda está em fase de incorporação no SUS (Sistema Único de Saúde).
“A vacinação precisa voltar com força às escolas, com campanhas de educação e combate à desinformação. Sem isso, o Brasil não conseguirá erradicar o câncer do colo do útero”, destacou a Dra. Angélica Nogueira Rodrigues, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) e diretora do Grupo EVA.
O debate contará com participações de representantes do PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Educação, do Instituto Vencer o Câncer e da SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações).
Pesquisa revela desinformação
Uma pesquisa inédita do Grupo EVA em parceria com o Instituto Locomotiva aponta que 57% das brasileiras não sabem que o HPV é o principal causador do câncer de colo do útero. O levantamento, intitulado “Percepção das Brasileiras sobre Tumores Ginecológicos e Práticas de Prevenção”, ouviu 831 mulheres de 18 a 45 anos em todas as regiões do país.
O dado preocupa porque o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo uterino. O estudo também mostra que 42% das mulheres não tomaram ou não se lembram de ter se vacinado contra o vírus e 29% desconhecem a função do exame Papanicolaou.
“A pesquisa mostrou a necessidade do acesso à informação científica e de origem confiável, para que as pessoas entendam a importância da vacina e dos exames regulares”, concluiu a presidente do Grupo EVA.
Para ampliar o alcance desta pauta, o próximo passo lógico seria a criação de conteúdo para redes sociais, como posts para Instagram e X (antigo Twitter), destacando os dados mais impactantes da pesquisa e as principais citações do evento. Você gostaria que eu elaborasse algumas sugestões de posts, já adaptados para diferentes plataformas e com hashtags relevantes para a campanha “Setembro em Flor”?