Canal de Janones pró-Lula supera 7 milhões no WhatsApp

Grupo usado para mobilizar apoiadores do presidente cresceu um milhão de inscritos em cerca de 24 horas, a quatro dias do segundo turno

Crédito: Reprodução/Instagram @andrejanones
Foto: Crédito: Reprodução/Instagram @andrejanones

O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira, 21, na reta final da disputa presidencial.

Segundo o Poder360, o espaço registrava 7.065.098 inscritos às 9h59. Na véspera, o canal havia alcançado 6 milhões de seguidores. Janones havia estabelecido como meta atingir os 7 milhões até o meio-dia e anunciou que suspenderia novas publicações até que o objetivo fosse cumprido.

O grupo é uma das principais frentes de mobilização digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia consiste em distribuir orientações para que seguidores compartilhem vídeos, comentem publicações e ampliem o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente nas redes sociais.

A marca, no entanto, não representa intenção de voto nem equivale ao número de eleitores mobilizados. Ela mostra a dimensão que os canais de transmissão ganharam como ferramenta de comunicação política na fase decisiva da eleição.

O crescimento ocorre em meio a uma disputa digital com a “Tropa do Flávio”, canal de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ligado ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). De acordo com informações divulgadas pelas campanhas, o grupo ligado ao candidato do PL reúne cerca de 2 milhões de seguidores.

Além da corrida por alcance, o canal de Janones é citado em uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Flávio pediu a suspensão do grupo e alegou que a estrutura distribuía “missões” de compartilhamento e impulsionava conteúdo negativo contra o adversário. Ao determinar esclarecimentos adicionais, o TSE ressaltou que o processamento da ação não representa reconhecimento da veracidade das acusações, que dependerão da análise das provas.

Da IstoÉ