Comportamento

Canadá: manifestações antivacina em hospitais poderão levar à prisão

Canadá: manifestações antivacina em hospitais poderão levar à prisão

O líder do Novo Partido Democrático (NDP, na sigla em inglês) do Canadá, Jagmeet Singh, conversa com manifestante antivacina em um parque em Montreal, no Quebec, em 2 de setembro de 2021 - AFP


O procurador-geral do Canadá apresentou nesta sexta-feira (26) um projeto de lei para penalizar os protestos antivacina em hospitais e clínicas, após um aumento nos casos de assédio a médicos e enfermeiras durante a pandemia.

As emendas propostas ao código penal do país transformariam em um delito, punível com até 10 anos de prisão, utilizar o medo para impedir que os profissionais de saúde cumpram com suas funções ou que uma pessoa acesse um centro de saúde.

“Todos vimos os protestos durante a pandemia, inclusive esta semana”, disse o procurador-geral David Lametti em coletiva de imprensa, ao também assinalar que “os negacionistas da covid tentam evitar que as crianças recebam vacinas que podem salvar vidas”.

Na quarta-feira, as crianças canadenses de 5 a 11 anos começaram a ser vacinadas contra o coronavírus depois que o governo aprovou o imunizante da Pfizer para essa faixa etária.

Lametti apelou aos manifestantes que “intimidam, assediam, obstruem e ameaçam os profissionais de atendimento médico de primeira linha, trabalhadores de apoio e usuários” para que cessem com essas atitudes.

“Este tipo de comportamento é irritante e inaceitável”, disse, “especialmente em um momento no qual o acesso ao serviço de saúde é mais crítico do que nunca”.

Katherine Smart, presidente da Associação Médica Canadense, afirmou que, no ano passado, testemunhou “uma escalada de ódio infeliz”, inclusive violenta, contra médicos e enfermeiras em seus lugares de trabalho.

Os resultados preliminares da pesquisa nacional de saúde dos médicos do ano de 2021, feita por essa associação, mostram que três em cada quatro médicos experimentaram “intimidação e assédio no local de trabalho”, enquanto que um de cada três disse que isso acontece com frequência.

Além disso, as profissionais do sexo feminino relataram que receberam significativamente mais ameaças do que seus colegas homens, acrescentou Smart.


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