Esportes

Campeão olímpico em Tóquio, Italo Ferreira nunca deixou de lado prancha de isopor


Italo Ferreira tinha acabado de sair do mar como o primeiro campeão olímpico de surfe. As expectativas eram altas em relação a ele e a Gabriel Medina, dois dos melhores atletas da atualidade. Então o surfista passou diante dos jornalistas na praia de Tsurigasaki, respondeu duas perguntas e foi apressado para ir à cerimônia de pódio. “Eu volto”, disse. E depois voltou, com a medalha no peito, e brincou com os repórteres. “Não falei que viria aqui novamente?”

Carismático, ele trata todos da mesma forma. Isso aprendeu no berço, em Baía Formosa (RN), uma praia que apareceu no mapa por causa de seu talento. Ele sempre frisa que não “esquece suas origens” e faz questão de ter seus amigos de infância em volta. Até ampliou sua casa no Rio Grande do Norte para caber todo mundo que o visita.

Aliás, esse foi o segredo do surfista na preparação para os Jogos de Tóquio-2020. Depois de uma sequência de etapas do Circuito Mundial na Austrália, ele emendou uma disputa na Califórnia, no Surf Ranch, mas então fez questão de voltar ao Nordeste. Lá, junto aos seus, treinou na academia que ele mesmo construiu e se preparou fisicamente, mas também emocionalmente para a Olimpíada.

Italo tinha certeza de que a disputa na estreia do surfe no programa olímpico seria mental. E foi assim que ele foi passando um a um seus adversários. Se a perna esquerda doía por causa de uma lesão muscular, não deixava se abater e se esforçava mais. Se outro atleta do Time Brasil competia, torcia pela televisão. Chegou a quase quebrar uma mesa quando a skatista Rayssa Leal errou uma manobra que poderia lhe dar a medalha de ouro no street.

E foi com essa união mesmo à distância com sua delegação que ele foi se vestindo do espírito olímpico. Uma qualidade que Italo tem é sempre querer aprender mais. É assim no surfe, é assim na vida. O garoto que começou a surfar usando as tampas das caixas de isopor nas quais seus pais colocavam peixe parece o mesmo de antes, mas apenas o material usado para deslizar nas ondas é outro.

No Havaí, Italo fez história em 2019 ao se sagrar campeão mundial vencendo justamente Medina, talvez o mais talentoso surfista da atualidade, na final do Pipe Masters. No Japão, foi para a decisão olímpica com a pressão pela medalha, mas logo impôs seu estilo mesmo vendo a sua prancha quebrar nos primeiros minutos da bateria. E mesmo com a medalha pesada no peito, mostrou-se o mesmo garoto alegre que diverte os fãs nas redes sociais.

Em Tóquio, Italo entrou no seleto grupo de campeões olímpicos brasileiros, o primeiro do surfe. Aos 27 anos, ainda vai disputar o título mundial nesta temporada e pretende abrir um instituto na sua terra para ajudar crianças no desenvolvimento social, educacional e esporte. Apesar da fama, quer tentar levar uma geração de jovens junto com ele.

No fundo, Italo ainda é aquele garoto que se divertia nas marolas com uma prancha improvisada, que muitas vezes levava bronca do seu pai porque estragava o objeto que servia ao sustento da família. A única diferença é que agora tem uma medalha de ouro. “Sou muito agradecido a todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui”, disse.

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