Campeão de adulteração de combustíveis em São Paulo recebe um prêmio

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Campeão de adulteração de combustíveis em São Paulo recebe um prêmio

Alan de Souza Yang, vulgo China
Alan de Souza Yang, vulgo China Foto: Reprodução

Matéria publicada no site da Secretaria de Fazenda de São Paulo revela que o posto de combustíveis Cupece teve 11 vezes as bombas de combustíveis retiradas por vender produto adulterado.

Ou seja, a Fazenda retirava a bomba, e o posto de forma ilegal retornava a vender o combustível adulterado. Por essa e por outras inúmeras operações realizadas pela Secretaria de Fazenda de São Paulo, o senhor Alan de Souza Yang, vulgo China, acabou sendo condenado pela Justiça Paulista.

No caso do Posto Portelinha, a Justiça condenou China pelo crime de adulteração de combustíveis. Porém junto à condenação veio o presente de Natal dado pelo próprio órgão público que foi responsável pelas operações que acabaram levando à condenação.

Em dezembro de 2022, a empresa Vortex, a qual segundo o próprio diretor, é dirigida por China, foi autorizada pela Secretaria de Fazenda a formular e produzir gasolina. Ou seja, o adulterador de gasolina foi autorizado a… adulterar.

O inexplicável é como ele conseguiu esse presente, pois a legislação de São Paulo é clara em vetar que o empresário flagrado vendendo gasolina adulterada possa voltar a comercializar e muito menos produzir gasolina.