A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva nas redes sociais para o segundo turno da eleição presidencial e convocou parlamentares da esquerda que tiveram votações expressivas no primeiro turno para uma reunião em Brasília.
O encontro está previsto para a manhã desta quinta-feira, 8, e terá como objetivo definir uma estratégia conjunta de comunicação digital para a reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
A lista completa de participantes não foi divulgada. Entre os nomes convidados estão Erika Hilton (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG), eleitas para a Câmara dos Deputados e donas de forte presença nas plataformas digitais.
A mudança ocorre depois de Lula terminar o primeiro turno na segunda colocação. O presidente já havia indicado que sua campanha passaria por uma reformulação para ampliar a atuação nos canais digitais durante as três semanas que antecedem a votação de 25 de outubro.
Deputadas ganham espaço na estratégia
Erika Hilton chega ao segundo turno após receber mais de 1,5 milhão de votos e se tornar a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. A parlamentar também reúne mais de 1 milhão de seguidores no X.
Outro nome que ganhou projeção dentro do PT foi Ana Elisa Santos Silva. Aos 21 anos, a petista recebeu 524 mil votos em Minas Gerais e tornou-se a mulher mais votada da história do Estado para a Câmara, além de ser a deputada federal mais jovem já eleita no país.
A parlamentar construiu parte significativa de sua campanha nas redes sociais e ultrapassou a marca de 2,4 milhões de seguidores após a eleição.
O desempenho de Ana Elisa passou a ser observado pela própria legenda como exemplo de uma estratégia capaz de aproximar a atuação política nas ruas da comunicação nas plataformas digitais.
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também se colocou à disposição da campanha de Lula. A deputada recebeu 583 mil votos neste ano, crescimento superior a 150% em relação aos 226 mil obtidos em 2022.
Abstenção entra no radar da campanha
Além de fortalecer a presença nas redes, a campanha pretende concentrar esforços na redução da abstenção no segundo turno.
No primeiro turno, 21,08% dos eleitores não compareceram às urnas, número equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de pessoas.
A estratégia petista prevê mobilizar parte desse eleitorado e buscar votos de pessoas que escolheram outros candidatos na primeira etapa da eleição.
Nas redes sociais, aliados de Lula também começaram a destacar programas e políticas públicas dos governos petistas que, na avaliação da campanha, poderiam sofrer mudanças caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a comunicação digital deverá ocupar espaço central na estratégia de Lula durante as próximas semanas.
Da IstoÉ