‘Calvo do Campari’ é preso em flagrante por violência doméstica e lesão corporal

Thiago Schultz, o "Calvo do Campari"
Thiago Schultz, o "Calvo do Campari" Foto: Reprodução/YouTube

O influenciador Thiago Schutz, conhecido popularmente como “Calvo do Campari”, foi preso em flagrante por lesão corporal e violência doméstica contra sua namorada, Lais Angeli, na manhã deste sábado, 29. A ocorrência aconteceu no município de Salto, interior de Paulo.

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Informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre a ocorrência afirmam que “a vítima foi encontrada pelos PMs próxima a sua residência. Ela tinha lesões e contou que foi agredida pelo seu companheiro. Ele foi detido ainda no bairro”. Ainda segundo o órgão, a mulher requisitou medidas protetivas de urgência contra o agressor.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a mulher arruma as malas enquanto chora. A imagem mostra apenas a bolsa, porém é possível ouvir ao fundo a discussão.

Em nota, o advogado Guilherme Wiltshire afirma que “a defesa do influenciador Thiago Schutz informa que ele está colaborando integralmente com a Justiça e respeitará todas as determinações legais. Por orientação jurídica, não comentará o caso até a conclusão das investigações”.

A IstoÉ tentou com a advogada da vítima, porém não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Quem é o Thiago Schutz, o ‘Calvo do Campari’

O influenciador Thiago Schutz ficou famoso como uma espécie de “coach de masculinidade”, criando conteúdos sobre como homens supostamente deveriam agir em diversas situações envolvendo mulheres.

O apelido “Calvo do Campari” surgiu após viralizar nas redes sociais um vídeo em que Schutz contava a história de um momento em uma mulher insistiu para que ele bebesse cerveja com ela, porém ele recusou por estar consumindo Campari. Na visão de Schutz, este ato de recusa era um sinal de originalidade que o tornava “mais masculino”.

Nos vídeos que compartilha, Schutz aconselha homens sobre o que deve ou não ser valorizado em uma mulher. Em seu canal de YouTube, há vídeos com chamadas como “Homem sem carro não vale nada” e “Trate uma mulher igual uma rainha e tome no #@”.

O teor é frequentemente associado aos red pills, movimento misógino online que aponta mulheres como aproveitadoras em busca de vantagens e incentiva homens a adotarem posturas de “macho-alfa”, focando em riqueza e sucesso pessoal como meios de reafirmar a masculinidade e obter valorização em contextos afetivos e sociais.