O governador da Califórnia, Gavin Newsom, lançou uma investigação sobre o TikTok depois que usuários relataram dificuldades para publicar conteúdo crítico ao presidente Donald Trump após a morte de um enfermeiro pelas mãos de agentes migratórios no sábado.
Vários usuários do TikTok não conseguiram publicar vídeos sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis, onde ele recebeu vários tiros de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) durante um protesto, e relataram um número de visualizações menor do que o esperado ou imagens submetidas à moderação de conteúdo.
O TikTok, que conta com 200 milhões de usuários nos Estados Unidos, é controlado no país por capitais americanos, incluindo de aliados de Trump.
“É hora de investigar. Estou lançando uma investigação para determinar se o TikTok está violando a lei do estado ao censurar conteúdo crítico a Trump”, disse Newsom na segunda?feira em suas redes sociais.
O TikTok alegou que os problemas relatados se devem a uma “falha em cascata dos sistemas” por um corte de energia e que relatos que atribuíssem qualquer outra causa seriam “imprecisos”.
O jornalista especializado David Leavitt escreveu no X que “o TikTok começou a censurar conteúdos anti?Trump e anti?ICE”, a polícia anti?imigração.
Para respaldar suas acusações, ele compartilhou uma captura de tela de vídeos em seu perfil que vinham com a mensagem “não apto à recomendação”.
A cantora Billie Eilish também publicou uma mensagem nesse sentido. “O TikTok está silenciando as pessoas”, escreveu no Instagram ao lado da captura de tela de uma publicação na conta de TikTok de seu irmão, Finneas O’Connell, que mostrava a morte de Pretti, mas tinha muito menos visualizações do que o habitual.
“Após a venda do TikTok a um grupo empresarial alinhado a Trump, nosso escritório recebeu relatos – e confirmou de maneira independente casos – de conteúdo crítico ao presidente Trump que foi suprimido”, escreveu o gabinete de Newsom no X.
O TikTok anunciou na quinta?feira passada que criou uma empresa conjunta majoritariamente americana para operar a plataforma nos Estados Unidos, o que permitirá à rede social evitar uma proibição relacionada à sua propriedade chinesa.
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