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Califórnia fecha parte de sua economia por aumento de casos de coronavírus

Califórnia fecha parte de sua economia por aumento de casos de coronavírus

Unidade de tratamento da COVID-19 em um hospital de Houston, em 2 de julho de 2020 - AFP

O governador da Califórnia deu um passo atrás na retomada da economia e ordenou nesta segunda-feira (13) o fechamento de lojas e locais públicos em meio a um aumento dos casos de COVID-19, especialmente na região de Los Angeles, onde o próximo ano letivo será iniciado virtualmente.

A Califórnia foi um dos primeiros estados a impor o confinamento geral em março, mas por várias semanas o número de casos continuou a subir até quase 330.000, entre eles, mais de 7.000 mortes.

Em resposta, o democrata Gavin Newsom decretou na segunda-feira o fechamento de bares, salões de restaurantes, cinemas, zoológicos e aquários.

Em Los Angeles, cerca de 600.000 estudantes souberam nesta segunda-feira que não retornarão às salas de aula em meados de agosto, conforme planejado, e que começarão o ano com um modelo remoto.

– Rebote –

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Com o aumento de casos de COVID-19, prefeitos de várias cidades do sul e oeste dos Estados Unidos planejam ou exigem a volta do confinamento, mas discordâncias políticas entre jurisdições impedem uma resposta unificada e coerente.

Por sua vez, o presidente americano Donald Trump mantém sua tese de que quando há mais testes, mais casos aparecem.

Depois que vários lugares do planeta tiveram que impor um reconfinamento como Melbourne, na Austrália, Lérida, na Catalunha ou Manila, nas Filipinas, essa decisão ainda é rara nos Estados Unidos, que além de ser o país com mais mortes pela pandemia registrou um aumento de casos desde junho.

As autoridades da cidade de Houston, que é a maior do Texas e tem o mesmo número de habitantes de Melbourne (4,7 milhões), pediram um novo confinamento depois que 1.600 novos contágios foram detectados em 24 horas.

Essa taxa é sete vezes maior do que a que levou a cidade australiana a reimpor restrições.

Apesar dos pedidos do prefeito de Houston, o governador do Texas, o republicano Gregg Abbott, não cedeu inicialmente à pressão, embora tenha imposto o uso obrigatório de máscaras nos espaços públicos e alertado sobre a possibilidade de reconfinamento.

O Texas foi um dos primeiros estados a reativar a economia em 1º de maio. No dia 22 do mesmo mês os bares voltaram a funcionar até que fecharam novamente um mês mais tarde, e a partir de 3 de julho, o uso da máscara tornou-se obrigatório.

– Ocupação hospitalar –

Na Flórida, outro estado problemático, mais de 15.000 novos casos foram registrados no domingo, marcando um recorde, e a mortalidade também começa a aumentar.

Nesta segunda-feira, os novos casos somavam 12.624. O governador republicano Ron DeSantis reagiu fechando os bares, mas até agora se recusou a impor o uso de máscaras ou a decretar novos confinamentos na Flórida, delegando aos responsáveis pelas cidades e condados.

Em Miami, o número de pacientes em terapia intensiva pelo coronavírus é sete vezes maior que em abril, segundo o prefeito.

“Está fora de controle”, disse à CNN o prefeito de Miami, Francis Suarez, garantindo porém, que os hospitais ainda não estão sobrecarregados.

Mas, em relação a decretar um novo confinamento, disse que consideraria se os hospitais entrassem em colapso.

No condado de Miami-Dade (com 2,7 milhões de habitantes), um terço dos testes foram positivos na semana passada, de acordo com o político republicano que anunciou o fechamento de academias e salões internos de restaurantes.

– Rivalidades –

Em um país altamente descentralizado, são numerosas as disputas entre diferentes autoridades.

Em Atlanta, na Geórgia, outro estado do sul onde os casos estão aumentando, o prefeito democrata, Keisha Lance Bottoms, ordenou o uso de máscaras, mas o governador republicano afirmou que seu o uso não era legalmente exigido.

“É evidente que nosso estado não se baseia em dados científicos”, respondeu o prefeito, um político cujo nome é mencionado como possível companheiro de chapa do candidato dos democratas à Casa Branca, Joe Biden.

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