O Brasil teve um domingo histórico no Mundial de Marcha Atlética por Equipes, realizado em Brasília, com direito a protagonismo de Caio Bonfim e uma conquista inédita da equipe feminina. O marchador garantiu a medalha de bronze na meia-maratona após uma disputa intensa até os últimos metros, enquanto o time feminino assegurou um lugar no pódio pela primeira vez na história da competição.
Na prova masculina, Caio mostrou por que é um dos principais nomes da modalidade. O brasileiro se manteve no pelotão de elite desde o início e assumiu a liderança a partir do km 16, chegando a despontar como favorito ao ouro.
A definição ficou para a volta final, quando o italiano Francesco Fortunato acelerou e cruzou em primeiro, com 1h27min25. A prata ficou com o etíope Misgana Wakuma, que superou Caio por apenas três segundos. O brasileiro completou a prova em terceiro, coroando mais uma atuação consistente em grandes competições.
Se no masculino o destaque veio no individual, entre as mulheres o feito foi coletivo e histórico. Formada por Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Vicentainer, a equipe brasileira somou 28 pontos e garantiu uma medalha inédita para o país. O resultado marca a melhor campanha do Brasil em Mundiais de Marcha Atlética por Equipes, superando o quinto lugar obtido em 2022.
A prova feminina foi dominada pela equatoriana Paula Torres, que venceu com o tempo de 3h24min37 em sua estreia na maratona. As italianas Sofia Fiorini e Nathaly Leon completaram o pódio. Melhor brasileira, Viviane Lyra terminou na quinta posição, seguida por Gabriela de Sousa, em 11º, e Mayara Vicentainer, em 12º.
Durante a prova, Viviane ainda tentou reagir ao domínio estrangeiro ao formar um grupo de perseguição por volta do km 24, ao lado das italianas, mas acabou sentindo o desgaste físico na sequência e perdeu contato com as líderes.
O resultado geral consolida um momento positivo da marcha atlética brasileira, que alia experiência e renovação, com nomes consolidados como Caio Bonfim e uma equipe feminina que entra definitivamente no radar internacional.