’Caguei para a CPI’. De cagada em cagada, Bolsonaro, o cagão, destrói o País

Crédito: Reprodução/Facebook

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Os dias não andam fáceis para Jair ‘1.000%’ Bolsonaro, o verdugo do Planalto. As últimas pesquisas mostram o tamanho do estrago em sua imagem após a série de escândalos de corrupção envolvendo o governo federal na compra de vacinas.

Para piorar, sua ex-cunhada fez questão de nos lembrar quem foi o precursor das rachadinhas na família amiga de milicianos.


Segundo o Poder 360, o Datafolha e a XP, o devoto da cloroquina é rejeitado por 51% da população. Cerca de 46% querem seu impeachment. Aproximadamente 55% dos eleitores não votarão nele de jeito nenhum. Mais de 80% dos brasileiros tomaram conhecimento do super hiper mega blaster superfaturamento de 1.000%, e 60% deles acreditam que o governo está envolvido.

COVID-19

Além disso, a montanha de cadáveres produzida pela combinação assassina de desprezo pela doença, mentiras sobre a pandemia, mistificações, negacionismo, incentivo a aglomerações, boicote às medidas sanitárias, demonização de vacinas e do uso de máscaras, propaganda de remédios fajutos, atrasos na compra e na distribuição de imunizantes, continua a aumentar: mais de 520 mil e contando.

A pandemia se mantém fora de controle no País, e, hoje, o Brasil é o recordista de casos e mortes dentre as maiores economias do planeta. Pior. Continuamos à mercê de discursos mentirosos, de falta de vacinas e de absoluta inoperância do governo federal.

Tudo somado, a CPI da Covid já conta com elementos e provas suficientes para indiciar o maníaco do tratamento precoce em uma série de crimes – comuns e de responsabilidade – e até mesmo denunciá-lo ao Tribunal Internacional de Haia, por crimes contra a humanidade.

CAGÃO EM SILÊNCIO

Faz duas semanas que o devoto da cloroquina não desmente a acusação feita pelo deputado federal Luis Miranda (Democratas), qual seja: ‘Avisei o presidente sobre os indícios claros de corrupção na Saúde, e ele me disse que iria tomar as devidas providências’.

Quem cala consente. No caso, Bolsonaro, muito mais do que consentir, atuou para que tudo continuasse em andamento. Instado por carta oficial pela CPI, o amigão do Queiroz, naquela porcaria semanal a que chama de ‘live’, mandou o seguinte recado aos senadores, no seu típico linguajar de baixo meretrício:

‘Hoje foi, acho que não sei se foi o Renan, ou o Osmar, e o saltitante, fizeram uma festa lá embaixo, na Presidência. Vieram entregar um documento para responder pergunta à CPI. Vocês sabem qual a minha resposta, pessoal? Caguei. Eu caguei para a CPI. Não vou responder nada.’

FIM DOS TEMPOS

Me digam uma coisa: em que nação que se pretende civilizada um presidente fala dessa forma com senadores da República, por mídia social? Uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – é um instituto constitucional de investigação, e não uma reuniãozinha qualquer de um monte de desocupados.

Sim, o presidente não é obrigado a responder nada. É dele a escolha de se manter calado e, portanto, conivente com a acusação de que tenha se omitido. Porém dizer ao povo brasileiro, ao vivo e em cores, que ‘cagou’ para a lei e para a democracia mostra a exata dimensão do traste que hoje ocupa o Palácio do Planalto.

De cagada em cagada, o pai do senador das rachadinhas e da mansão de seis milhões de reais corrói a ordem democrática, emporcalha ainda mais a imagem do País no exterior, destrói a economia, achincalha os demais Poderes, dissemina o vírus e promove mais mortes.

Enquanto o bando de hienas (animal que se alimenta de carne podre e gargalha) humanas continuar achando graça nas ‘merdas’ desse sujeito, continuaremos atolados no fundo do vaso sanitário, à espera de alguém que dê a descarga.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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