Semanal

Caetano puxa a fila para evitar que Bolsonaro passe a boiada contra o meio ambiente

Caetano puxa a fila para evitar que Bolsonaro passe a boiada contra o meio ambiente

Caetano afirmou que o Brasil vive um momento de intolerância e retrocessos em relação ao meio ambiente - AFP

Do alto de seus 80 anos bem vividos, Caetano Veloso se posiciona na vanguarda artística contra o governo Bolsonaro. Levantando a bandeira do meio ambiente e da proteção aos povos indígenas, o cantor e compositor empunhou o seu microfone e com o coração batendo forte, cantou o hino, “O Índio”, que será entoado por todo o Brasil no momento da derrota vexatória que a extrema direita brasileira terá nas urnas no final do ano.

Além de aglutinar uma multidão de quase vinte mil pessoas anônimas durante o show, no “Ato pela Terra” contra o pacote da destruição de Bolsonaro, realizado na Esplanada dos Ministérios, Caetano e Paula Lavigne juntaram outros artistas das mais diversas áreas em prol da causa. As atrizes Alessandra Negrini, Elisa Lucinda e Maria Paula destacaram a importância da união de todos os brasileiros contra a exploração ilegal de terras indígenas e contra o PL do veneno, duas medidas danosas no curto, médio e longo prazo.“Daqui para frente, vamos nos manifestar nas ruas”, disse Alessandra.

As chefs de cozinha, Paola Carosella e Bela Gil, defensoras da alimentação saudável, também falaram. “Precisamos de uma transição agroecológica. É o modelo mais inteligente, não somente para ter comida limpa, mas para termos entrada em outros países”, bradou Paola. Lideranças de movimentos sociais e indígenas também marcaram presença. “Em nossas terras há uma parte demarcada e outra não”, afirmou a líder Pataxó, na Bahia, Txai Suruí.

Pouco antes da boa música, Caetano e sua turma dialogaram com políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com cara de poucos amigos, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recebeu o documento das mãos de Caetano. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que a Casa presidida por Pacheco “é a última esperança para conter o pacote devastador contra o meio ambiente”, já que na Câmara do bolsonarista Arthur Lira as aprovações são dadas como certas. Agora, o “Ato pela Terra” contra o pacote da destruição do governo se transformou na marca dos brasileiros contra Bolsonaro, que deseja de passar a boiada e destruir o Brasil.