Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

A menos de um ano das eleições, o desenho para a disputa presidencial do ano que vem já revela pelo menos três candidaturas consolidadas no cenário: a de Bolsonaro, a de Lula e a da chamada terceira via, hoje dividida pelo ex-juiz, Sergio Moro e pelo governador de São Paulo, João Doria. Fora elas, as demais já começam a dar sinais de que dificilmente não vão prosperar e passaram a ser consideradas nos bastidores como “balões de ensaio”.

Trata-se de uma expressão muito comum na cobertura política para caracterizar episódios em que autoridades vazam informações de propósito para medir a repercussão disso diante da opinião pública. Em períodos eleitorais, o que se vaza é justamente a suposta candidatura de determinados políticos, movidos a testar a viabilidade deles numa eventual disputa ou cacifar seus nomes para outros projetos de poder.

Várias candidaturas até aqui já são tratadas nos corredores de Brasília como “balões de ensaio”. Ciro Gomes, por exemplo, já tem sido pressionado no PDT em razão de seu baixo desempenho nas pesquisas até aqui. O ex-ministro tem sido cobrado para chegar à casa dos 15% das intenções de voto até março do ano que vem.

Outros casos semelhantes dizem respeito ainda às candidaturas dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e de Simone Tebet (MDB-MS). Apesar de ambos terem manifestado interesse em concorrer à Presidência, nenhum deles é visto como adversário viável muitos políticos importantes no cenário nacional. Vieira, inclusive, já admitiu publicamente que pode abrir mão de seu projeto para apoiar Doria ou Moro – a depender de quem estivesse pontuando melhor nas pesquisas.

Dentro do MDB, a senadora Simone Tebet, enfrenta vários focos de resistência no partido e é vista com ressalvas até por lideranças históricas da sigla. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também foi alçado a pré-candidato à Presidência pelo PSD, sigla de Gilberto Kassab. Mas seu nome também não deslanchou até agora nas pesquisas.

Vieira, Pacheco e Tebet figuraram com apenas 1% das intenções de voto no levantamentos mais recente, um forte indicativo de que essas candidaturas são inviáveis.