Cultura

Bruno Covas assina protocolos para volta do setor cultural; cinemas reclamam

Bruno Covas assina protocolos para volta do setor cultural; cinemas reclamam

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, durante entrevista com a AFP em 21 de maio - AFP

O prefeito Bruno Covas assinou nesta quinta-feira, 24, os protocolos setoriais de cultura para o plano de retomadas conscientes de São Paulo. A cerimônia contou com representantes de diversas entidades culturais, além do presidente da Câmara, Eduardo Tuma, e o secretário de Cultura de São Paulo, Hugo Possolo.

De acordo com os parâmetros de reabertura, que já haviam sido definidos anteriormente, museus, salas de cinema, teatros, casas de espetáculos e outros equipamentos culturais retornarão às atividades presenciais somente na fase verde do Plano São Paulo, que regulamenta a quarentena em todo o estado.

“Esse protocolo de flexibilização só é possível porque partiu de vocês [setor cultural] dialogar com a Prefeitura de São Paulo”, afirmou o prefeito Bruno Covas em cerimônia transmitida à imprensa pela internet. “Muito mais do que ter a Prefeitura dizendo o que se deve ou não fazer, parte do segredo tem sido ouvir cada setor dizer quais regras de proteção devem ser adotadas”, acrescentou Covas.

+ “Filho é um inferno e atrapalha”, diz Fábio Porchat sobre não querer ser pai

“É importante nesse momento de flexibilização lembrar as pessoas que ainda não é a comemoração do fim da pandemia, ainda não é o momento de retomar o nosso dia a dia”, alertou ainda o prefeito.

A próxima reclassificação do Plano São Paulo será no dia 9 de outubro, quando a capital paulista poderá ou não avançar da fase amarela para a fase verde, abrindo assim os equipamentos culturais ao público.

30% das salas podem fechar

+ Polícia aborda ambulância com sirene ligada e descobre 1,5 tonelada de maconha

Um terço das 3.507 salas de cinema do Brasil correm o risco de fechar definitivamente, levando o parque exibidor do País ao patamar dos anos 1960, se não houver uma reabertura parcial. É o que afirmam Ricardo Leite Difini, presidente da Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras de Cinema) e Caio Silva, diretor da Abraplex (Associação Brasileira de Multiplex), por meio de nota enviada ao Estadão.

No comunicado, as entidades questionam a relutância do poder público para autorizar a reabertura das salas de cinema ao passo em que outros serviços de maior risco de transmissão de covid-19, como bares, restaurantes, igrejas e academias estão atualmente em funcionamento.

Ainda segundo Difini e Silva, houve queda de 75% no faturamento dos cinemas de 2020 para 2019, com perdas de mais de R$ 2 bilhões, mas a indústria ainda é responsável por cerca de 40 mil empregos diretos no País, sendo que por volta de 65% dos cinemas do mundo estão abertos com restrições.

“Em 2019, os cinemas da cidade de São Paulo foram responsáveis por 23,5% do total da receita do país. Nenhum estúdio irá agendar a estreia de um grande filme no Brasil sem que os cinemas daqui estejam abertos. Sem São Paulo, não há estreias e os cinemas das outras cidades, mesmo que autorizados a funcionar, só terão filmes antigos ou muito pequenos para exibir”, argumentam as entidades no texto.

Veja também

+ A incrível história do judeu que trabalhou para os nazistas na Grécia
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por desconto de até 50% na parcela
+ Novo Código de Trânsito é aprovado; veja o que mudou
+Jovem é atropelado 2 vezes ao tentar separar briga de casal em Londrina; veja o vídeo
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel
+Vídeo mostra puma perseguindo um corredor em trilha nos EUA
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês
+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Educar é mais importante do que colecionar
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea