Esportes

Brincadeiras e apelidos servem de motivação nos treinos do Audax para decisão

Se a especulação de transferências de jogadores marcou os últimos dias de preparação do Audax para a final do Campeonato Paulista contra o Santos, pelo menos serviu como motivo de piadas para o elenco. Os jogadores passaram a colocar apelidos e tirar sarro de colegas que despertaram o interesse de outros clubes.

O meia Tchê Tchê, que já acertou com o Palmeiras, é um dos alvos. Os companheiros costumam debochar que por ele estar de saída para outra equipe não pode se reunir às rodas de conversa ou participar das brincadeiras do time. Já o atacante Yuri, cogitado com reforço do Santos, passou a ser chamado de Vila, em referência à Vila Belmiro.

“Aqui no Audax é uma amizade, um clima, uma união que não se tem no futebol”, afirmou o atacante Bruno Paulo, que deve se juntar ao Corinthians em breve e é outro a ser alvo dos companheiros de equipe. O bom humor é característica marcante nos treinos da equipe. Como passaram as três últimas semanas concentrados em Sorocaba (SP), os jogadores ficaram mais próximos e aproveitam a convivência até pelo clima de despedida existente.

A diretoria fez contratos curtos para montar o elenco. A maioria dos vínculos se encerrava na primeira fase do Estadual. A boa campanha obrigou o clube a prolongar a permanência de grande parte do time até o fim do Paulistão, quando muitos devem aceitar outras propostas. “É um grupo que se formou em quatro meses. Todo mundo se dá muito bem. O elenco vai se separar, mas faz parte”, disse o meia Camacho, outro possível alvo do Corinthians.

A boa campanha também aumentou a procura dos jornalistas pelos treinos do time. Na atividade desta sexta-feira, a última aberta à imprensa antes da decisão, o campo ficou cercado pelos repórteres. Alguns titulares mais procurados para as entrevistas até demoraram a se juntar aos colegas para o início do treino. Quando as estrelas do time como Tchê Tchê, por exemplo, chegavam ao centro do gramado, eram aplaudidos pelos companheiros.

O técnico Fernando Diniz afirmou que as negociações durante a reta final serviram como incentivo ao trabalho. “Um dos objetivos do time é que os jogadores conseguissem ascensão nas suas carreiras. É motivo de alegria para nós, ainda mais em um momento de final”, comentou.

A formação titular deve ter uma mudança para a final. Recuperado de lesão na panturrilha, o volante Francis, de 34 anos, ex-Palmeiras, deve voltar à equipe após três semanas. O jogador deve entrar na vaga de André Castro, suspenso.

TREINO – A incerteza da presença do meia Lucas Lima na final não alterou a rotina de treinos no Audax. Nas atividades fechadas ao longo da semana, a equipe continuou a ensaiar como anular o santista e quem fez o papel do armador nos trabalhos com os titulares foi Fernando Diniz.

Ex-atacante, ele costuma atuar como jogador quando precisa simular saídas de bola ou testar a marcação contra os adversários. Nos trabalhos recentes, Fernando Diniz atuou como Lucas Lima, ao carregar a bola e fazer movimentos e passes parecidos aos do santista, enquanto pedia aos comandados atenção à marcação.

A precisão nos lançamentos de Fernando Diniz e a forma como realizou os testes chamaram a atenção do elenco. O treinador prefere fazer treinos fechados, sem a presença dos jornalistas, para manter segredo sobre as estratégias e também para ter liberdade para dar broncas nos jogadores quando necessário.

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