Cultura

Brigas, calorias e papel higiênico: COVID-19 fornece material de comédia nos EUA

Brigas, calorias e papel higiênico: COVID-19 fornece material de comédia nos EUA

Homem oferece papel higiênico grátis (um rolo por família) aos motoristas em Los Angeles - AFP

De brigas de casal ao racionamento do papel higiênico: a vida sob o confinamento do coronavírus tem proporcionado muito material de comédia para aqueles que procuram espairecer suas mentes nestes tempos difíceis.

Mais de 50% dos americanos estão sob ordens de permanecer confinados em casa, e enquanto programas de comédia como Saturday Night Live estão em hiato, muitos recorreram à internet para se divertir.

A plataforma de vídeo TikTok tem 1,3 milhão de vídeos dedicados a uma nova música sobre o coronavírus – que inclui uma coreografia de dança com tosse sincronizada.

Vários apresentadores de programas noturnos de comédia começaram a transmitir online em locais sem público, incluindo suas próprias casas.

Stephen Colbert apareceu ao vivo em sua própria banheira, aconselhando aos espectadores que “vejam o lado bom” pois “finalmente terão a chance de observar todo o papel higiênico que compraram”.

“Com base no meu atual nível de inatividade e aumento do estresse, definitivamente não vou achatar minhas curvas”, acrescentou o apresentador do “Late Show” do canal CBS.

Já Trevor Noah mudou o nome de seu programa no Comedy Central para “The Daily Social Distancing Show” (O programa diário do distanciamento social).

– “Perfeitamente saudável” –

Comediantes menos famosos, incluindo muitos que dependem das apresentações ao vivo para sua renda, têm alcançado novas audiências online, com piadas que novamente giram em torno da pandemia.

Os comediantes Taylor Tomlinson e Sam Moril, que começaram a namorar na vida real pouco antes da crise, fizeram uma série de vídeos curtos sobre o confinamento, que tiveram dezenas de milhares de visualizações.

O vídeo de Gus Johnson intitulado “People who are going to parties right now” (Pessoas que estão indo a festas agora mesmo), que acumulou mais de 1,65 milhão de visualizações no YouTube, faz uma crítica ao egoísmo de muitos jovens que erroneamente se veem como imunes ao vírus.

Instituições mais importantes, como a revista New Yorker, também deram um toque de humor à situação.

Um artigo intitulado “Algumas pautas sobre o coronavírus” trata dos conselhos contraditórios que circulam sobre a pandemia.

“Não há necessidade de entrar em pânico… O estresse é tão comum que a maioria dos americanos está sentindo agora mesmo. O que é um mecanismo de resposta perfeitamente saudável”, começa.

“E por ‘saudável’ nos referimos a incrivelmente perigoso… A boa notícia é que se continuar se estressando, poderá evitar contrair o vírus por completo, morrendo de um ataque cardíaco prematuro”.