Na noite desta quarta-feira, Brasília não foi apenas a capital política do Brasil, mas também o epicentro da celebração da cultura oriental na América Latina. O Grupo de Mídias da China (China Media Group – CMG) promoveu um evento especial para celebrar o Ano Novo Chinês, transformando a capital federal em um cenário de luzes, música e diplomacia cultural.
O ápice visual da noite ocorreu no Museu Nacional da República. A cúpula branca projetada por Oscar Niemeyer tornou-se uma tela gigante para imagens temáticas que simbolizam a prosperidade e a renovação do calendário lunar. A intervenção urbana conectou um dos maiores cartões-postais brasileiros à estética milenar chinesa, simbolizando a união entre as duas nações.
Autoridades e diálogo bilateral
A celebração reuniu nomes de peso da política nacional e internacional. Entre os presentes, destacaram-se o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O corpo diplomático foi liderado pelo Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, acompanhado pelo presidente da CMG, Zhu Boying, e pela jornalista chinesa Xu Danna.
A presença do alto escalão do governo brasileiro e da diplomacia chinesa reitera que a relação entre Brasília e Pequim transcende as balanças comerciais. “A diplomacia cultural é uma ferramenta de aproximação que humaniza os números da economia e fortalece os laços entre os povos”, destacaram os organizadores.
A força da comunicação no intercâmbio
O CMG, como um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, tem desempenhado um papel fundamental na construção dessa narrativa de cooperação. Através da divulgação de artes, história e música, o grupo busca reduzir as distâncias geográficas entre os dois países.
Durante o evento, apresentações tradicionais mostraram a riqueza das artes clássicas chinesas, oferecendo aos convidados uma imersão na “Festa da Primavera” (como o Ano Novo é conhecido na China). Para o Brasil, o intercâmbio representa uma oportunidade de ouro para diversificar sua cooperação internacional, focando também em áreas como comunicação, tecnologia e preservação cultural.