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Brasileiro marca de bicicleta e garante ao Sevilla o sexto título da Liga Europa

O Sevilla mostrou porque é o recordista de títulos da Liga Europa ao conquistar nesta sexta-feira mais um troféu do torneio continental, ao vencer a Inter de Milão por 3 a 2, com o gol da vitória marcado de bicicleta pelo zagueiro brasileiro Diego Carlos, que foi de vilão a herói durante a partida, disputada na cidade alemã de Colônia e sem a presença de público.

Os gols da equipe espanhola foram marcados pelo holandês Luuk De Jong (11 e 32) e Diego Carlos (73), enquanto Lukaku (4, de pênalti) e Godin (35) fizeram para os italianos.

Este foi o sexto título da Liga Europa da equipe de Sevilha, maior vencedora deste torneio continental nas últimas três décadas. Os espanhóis já haviam levantado essa taça nos anos de 2006, 2007, 2014, 2015 e 2016.

Já o clube de Milão não sabe o que é ser campeão europeu desde a conquista da Liga dos Campeões de 2010.

Com o resultado desta sexta, o clube da Espanha, invicto há 21 jogos, também registra um número recorde de vitórias em participações na Liga Europa, com um total de 42, e 129 gols marcados nesta competição.

– Início acelerado –

A decisão começou em ritmo acelerado. Logo após um ataque espanhol, puxado pelo volante brasileiro Fernando em que a bola explodiu na defesa adversária, aos dois minutos, a Inter foi à frente com o atacante Lukaku. Ele recebeu dentro da área do Sevilla e acabou derrubado pelo zagueiro brasileiro Diego Carlos. Pênalti marcado que o próprio artilheiro belga cobrou com perfeição para abrir o placar no RheinEnergieStadion.

Após o sétimo gol de Lukaku nesta edição da Liga Europa, a resposta espanhola não demorou para chegar. O lateral Navas subiu pela direita e cruzou para a cabeçada certeira no fundo das redes do atacante holandês De Jong (aos 11 minutos).

O empate animou a equipe do técnico Julen Lopetegui, que se manteve no campo de ataque, pressionando os italianos e tendo mais posse de bola.

E essa pressão virou gol aos 32, quando, numa cobrança de falta contra o time de Milão, De Jong surgiu na área adversária e marcou novamente de cabeça, desta vez encobrindo o goleiro Handanovic (2 a 1).

A virada espanhola não abalou os milaneses, que empataram em seguida. Aos 35, o volante Brozovic cobrou falta na área e o zagueiro Godín subiu mais alto que a marcação para cabecear com precisão (2 a 2).

O primeiro tempo seguiu movimentado até o fim. E poderia ter saído mais um gol espanhol quando o volante Banega cobrou falta no primeiro pau e o meia Ocampos surgiu para cabecear, obrigando Handanovic a se esticar todo para evitar o 3 a 2.

A primeira etapa terminou com a equipe da cidade de Sevilha com mais posse de bola (58% contra 42%) e mais finalizações (8×4) que o elenco comandado pelo treinador Antonio Conte.

– A redenção de Diego Carlos –

Quem esperava um segundo tempo corrido como o anterior, se decepcionou. As duas equipes puxaram o freio, e investiram mais na troca de passes do que nas ações ofensivas.

O primeiro lance perigo só veio aos 56, numa jogada individual do lateral esquerdo Reguilón. O jogador do Sevilla encarou a marcação italiana, cortou para dentro da área e soltou uma bomba, fazendo a bola tocar rede pelo lado de fora.

Oito minutos depois, os milaneses responderam com Lukaku. O atacante belga recebeu passe nas costas da zaga e avançou sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, acabou batendo em cima do goleiro Bono.

Depois dessa ação, o Sevilla repetiu o posicionamento do primeiro tempo e se manteve no campo de ataque, marcando a saída de bola italiana para forçar um erro do adversário e chegar assim a mais um gol.

E a nova virada espanhola veio outra vez numa cobrança de falta. Aos 73, após bola levantada na área, a zaga da Inter afastou mal e Diego Carlos, de bicicleta, ampliou para a equipe espanhola, se redimindo assim do pênalti que cometeu e que deu origem ao primeiro gol italiano.

Atrás no placar, o técnico Conte promoveu substituições na sua equipe, e uma delas quase fez o gol de empate. O atacante chileno Alexis Sánchez, que entrou no lugar de Lautaro Martínez, aproveitou uma sobra na área espanhola e chutou para o gol. Mas no último instante, o zagueiro Koundé surgiu e salvou o lance em cima da linha (81).

Já nos acréscimos, outra chance italiana. Em seu primeiro lance, o meia Candreva, que substituiu o zagueiro Godin, recebeu um cruzamento e finalizou para a boa defesa de Bono.

Com a vantagem no placar, o Sevilla passou a valorizar a posse de bola, aguardando o fim do jogo, enquanto a Inter demostrava abatimento, sem conseguir pressionar nos minutos finais.

Enquanto isso, substituído pelo volante Gudelj, Diego Carlos chorava no banco de reservas aguardando o apito final.

Partida encerrada, o brasileiro invadiu o gramado e comemorou com os companheiros o hexacampeonato do Sevilla, o bicho-papão da Liga Europa.

bur/dr/lca

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