BUSTO ARSIZIO, 19 JAN (ANSA) – A brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como a “louva-a-deus de Parabiago” por ser acusada do assassinato de seu namorado na cidade, negou nesta segunda-feira (19) seu envolvimento no crime durante depoimento em um tribunal de Busto Arsizio.
A mulher, de 50 anos, está sendo julgada por homicídio culposo de seu companheiro, Fabio Ravasio, que foi atropelado e morto em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, cidade localizada nas proximidades de Milão.
Perante os magistrados, ela negou inclusive supostas práticas de rituais de magia negra que teriam como objetivo causar graves problemas de saúde à sua ex-sogra, à prima do antigo namorado e ao contador da família de Ravasio, pessoas que, segundo a acusação, poderiam impedi-la de receber a herança do falecido companheiro.
Como já havia feito durante o interrogatório, a “louva-a-deus de Parabiago” voltou a acusar Massimo Ferretti, ex-amante e também réu no processo, de ter orquestrado o plano para matar Ravasio, de 52 anos, por ciúmes. Ferretti, no entanto, foi o primeiro a colaborar com a polícia e apontou a brasileira como mentora do crime.
“É mais fácil me acusar, já que sou inofensiva. Ferretti é perigoso; há uma quadrilha de tráfico de drogas em seu bar, e ele conhece pessoas perigosas. Eles estão fazendo isso porque ele os ameaçou. Todos têm medo de Ferretti”, afirmou a ré no tribunal, sem esclarecer as circunstâncias mencionadas.
Além de Adilma e Ferretti, também respondem ao processo: Marcello Trifone, marido oficial da “louva-a-deus de Parabiago”; Igor Benedito e Ariane Pereira, filhos da acusada; Fabio Lavezzo, namorado de Ariane; além de Fabio Oliva, Mirko Piazza e Mohamed Daibi.
Segundo o Ministério Público local, Adilma teria orquestrado o homicídio de Ravasio ao longo de vários meses com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros. O carro que atropelou a vítima transportava Adilma, Trifone, Ferretti, Benedito, que dirigia o veículo, e Lavezzo. (ANSA).