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Brasil vive ‘situação delicada’ por COVID-19 e deve manter medidas, alerta OPAS

Brasil vive ‘situação delicada’ por COVID-19 e deve manter medidas, alerta OPAS

Pessoas se exercitam na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro, em 2 de junho de 2020. Os países latino-americanos começaram a relaxar as medidas para conter a pandemia de COVID-19, uma decisão que preocupa a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). - AFP

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) disse nesta terça-feira (02) que o Brasil está passando por uma “situação delicada” devido à pandemia de COVID-19 e deve manter as medidas para controlar o avanço da doença.

“A situação no Brasil é delicada e estamos muito preocupados, porque o que vimos é um aumento de casos e mortalidade na última semana”, disse o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Determinantes Ambientais da Saúde da OPAS, Marcos Espinal.

“A mensagem é que as medidas de mitigação devem continuar sendo implementadas”, acrescentou ele, durante a conferência de imprensa semanal com a Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Brasil, com mais de 526 mil diagnósticos positivos e quase 30 mil óbitos, é o segundo país do mundo com mais casos e o quarto com mais mortes. Com 210 milhões de habitantes, o Brasil deu respostas desencontradas à COVID-19, que teve a pandemia declarada em 11 de março pela OMS.

O presidente Jair Bolsonaro se opôs a paralisar a economia, mas estados e municípios, que têm prerrogativas para tomar decisões sobre questões de saúde, implementaram restrições em maior ou menor grau para impedir a propagação do vírus.

No entanto, com algumas exceções de curta duração, nunca houve uma obrigação expressa de ficar em casa, nem houve qualquer limitação ao movimento de veículos.

E em muitos lugares, como a cidade do Rio de Janeiro, com mais de 3.600 mortes por COVID-19 e mais de 30.000 casos, as medidas de contenção já começaram a ser relaxadas.

Espinal foi enfático quanto à necessidade “imperiosa” de não baixar a guarda diante da “alta prevalência” em muitas partes do país, entre as quais mencionou os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, os mais populosos do Brasil e a região nordeste. “Os governadores devem continuar implementando medidas”, afirmou.

Ele também pediu às autoridades que aumentem o número de testes de diagnóstico essenciais para monitorar a epidemia e impedir sua propagação, enfatizando que “o Brasil ainda não está fazendo testes suficientes” e que “é fundamental que eles sejam ampliados”.

Além disso, ele pediu às autoridades que tomem medidas para aumentar o número de leitos nos hospitais.

“Estamos vendo no Brasil que a ocupação de leitos em unidades de terapia intensiva está em níveis muito preocupantes em alguns estados”, afirmou, observando taxas de 80% no Ceará, Amapá e Maranhão.

Espinal disse que a Opas vai continuar trabalhando com autoridades de todos os níveis para garantir os esforços para conter esta epidemia, minimizar o número de mortes e proteger a população.

“As próximas semanas serão cruciais para o Brasil e (o resultado) dependerá de como o pacote de medidas será implementado no país”, afirmou.

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