O governo federal informou neste domingo (28) que resgatou 13 brasileiros que estavam na Venezuela, após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). O grupo foi retirado de Caracas por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), que havia transportado ajuda humanitária ao país vizinho e retornaria vazia ao Brasil. A ação visa a segurança dos cidadãos em meio à crescente crise humanitária.
O que aconteceu
- O Brasil realizou o resgate de brasileiros na Venezuela após terremotos devastadores.
- Dois brasileiros, Vanessa Zacarias da Silva e o pastor Romildo Batista de Lima, morreram nos tremores.
- As operações de resgate contam com ajuda internacional, incluindo a participação da força-tarefa brasileira.
Segundo o governo, os brasileiros procuraram a embaixada do Brasil na capital venezuelana depois que o aeroporto comercial de Caracas foi fechado em razão dos danos provocados pelos tremores. A aeronave pousou no Rio de Janeiro na manhã deste domingo (28), garantindo a volta segura dos compatriotas.
Enquanto isso, o número de vítimas da tragédia continua aumentando. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o total de mortos chegou a 1.450. O balanço oficial também aponta 3.150 feridos e 774 edifícios danificados, dos quais 189 desabaram completamente, evidenciando a magnitude da catástrofe.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros morreram durante os terremotos. Um deles é Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, moradora do Distrito Federal, que vivia havia cerca de dois meses em La Guaira, uma das cidades mais atingidas pelos abalos sísmicos.
A outra vítima é o pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, de Uberlândia (MG). Segundo familiares, ele foi atingido pelo desabamento de uma parede enquanto tentava se proteger ao lado da esposa. Ambos chegaram a ser resgatados, mas Romildo não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito.
As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas em consequência do desastre, o que agrava o cenário de calamidade e dificulta as operações de busca e resgate.
Como a comunidade internacional reage à tragédia?
As operações de resgate seguem mobilizando equipes de diversos países, demonstrando a solidariedade global frente à crise. De acordo com o governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros já desembarcaram no país para reforçar as buscas por sobreviventes, um esforço conjunto crucial.
O Brasil participa ativamente da força-tarefa humanitária com quatro aeronaves. A missão reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), garantindo uma resposta multifacetada.
O governo brasileiro também enviou equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, purificadores de água movidos a energia solar, medicamentos e materiais médicos destinados ao atendimento das vítimas, ampliando o suporte essencial.
Os terremotos ocorreram na noite de quarta-feira (24), quando dois fortes abalos sísmicos atingiram a região norte da Venezuela, provocando destruição em Caracas e cidades vizinhas. Os tremores são considerados os mais intensos registrados no país em mais de um século, com impactos devastadores sobre a população e infraestrutura.