Economia

Brasil exportará menos de 500 mil carros em 2019, estimam Volkswagen e GM

As duas montadoras que lideram as exportações de carros no Brasil, a Volkswagen e a GM, acreditam que as vendas ao exterior devem somar menos de 500 mil unidades em 2019, abaixo, portanto, da projeção oficial da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de 555 mil unidades, o equivalente a uma queda de 6,8% em relação ao volume do ano passado.

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Em evento promovido nesta terça-feira, 25, pela editora AutoData, executivos dessas duas empresas falaram sobre o cenário para exportação e se mostraram mais pessimistas que a própria Anfavea, que ainda não revisou sua previsão. O principal motivo do pessimismo é a crise da Argentina, maior destino das exportações brasileiras. A piora econômica no país vizinho tem se prolongado por mais tempo do que imaginava o setor.

Em sua apresentação no evento, o vice-presidente da GM no Brasil, Marcos Munhoz, disse que é mais provável que o volume exportado fique abaixo de 500 mil do que acima desse nível, independentemente do resultado da eleição presidencial na Argentina, que ocorre em setembro. “Para este ano não dá mais tempo de melhorar. A expectativa, agora, é para 2020”, disse o executivo.

Após Munhoz, foi a vez de subir ao palco Antonio Megale, diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen e ex-presidente da Anfavea. O executivo também não vê espaço para uma recuperação da Argentina no curto prazo. “Concordo com Munhoz e acredito que dificilmente a projeção da Anfavea será atingida. A exportação deve ficar perto de 500 mil unidades e talvez um pouco abaixo disso”, afirmou.

De janeiro a maio deste ano, as montadoras instaladas no Brasil exportaram 173,4 mil unidades, recuo de 42% em relação a igual período do ano passado. O tombo é seis vezes maior do que a projeção da Anfavea. A expectativa de analistas e de executivos do setor é de que a associação revise sua previsão para baixo, reduzindo, como consequência, a estimativa para a produção, hoje em crescimento de 9%. A projeção para o mercado interno é de alta de 11,4%.

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