SÃO PAULO, 21 MAI (ANSA) – É o Brasil, depois da China e dos Estados Unidos, o terceiro maior mercado do mundo para eVTOLs, sigla em inglês para aeronaves de decolagem e pouso vertical elétricas, ou seja, carros voadores elétricos.   

Como prova do forte interesse do gigante sul-americano pelo setor, em São Paulo foi inaugurada a Mundo Geo, uma feira única em seu gênero (até 23 de maio), que reúne os segmentos de drones, eVTOLs espaciais e geolocalização.   

A área de drones sempre foi avançada no Brasil, onde empresas fabricantes prosperam, dada a atual utilização de cerca de 12 mil drones para trabalho, com um crescimento esperado para os próximos dois anos para 50 mil máquinas, destinadas principalmente ao mundo agrícola (dadas as vastas extensões do país), mas que também podem ser usadas para transporte e monitoramento.   

No entanto, o campo que mais surpreende é o dos eVTOLs, veículos autônomos que estão prestes a revolucionar a mobilidade humana no mundo: há 300 empresas, em todo o mundo, produzindo-os, e dessas empresas, 38 são listadas na bolsa de valores ou têm fundos de investimento por trás.   

Graziano Messana, empresário presente no Brasil há 20 anos, explica a dinâmica do setor: “Com o Italian Exhibition Group, adquirimos a feira no ano passado e estamos testemunhando quase um dobramento. O Brasil é o terceiro maior mercado mundial: está disciplinando as vias eletrônicas, como são chamadas as autoestradas do ar, e se preparando para gerenciar todo esse tráfego por meio de inteligência artificial. O epicentro dessa revolução será São Paulo, onde voa a segunda maior frota de helicópteros do mundo para mobilidade civil”.   

“O helicóptero polui, é barulhento e tem muitas restrições de pouso. Os vertiportos (pontos de pouso vertical) dos eVTOLs serão dispersos pela cidade e nos estacionamentos normais. Já existem 12 mil pedidos de compra no mundo para eVTOLs e apenas a Embraer já fechou 4 mil, o equivalente a um terço das vendas”, continua Messana.   

“Esta feira reúne toda a cadeia do setor, com 140 expositores e 150 palestrantes especializados que envolvem cerca de 7 mil operadores. E entre as curiosidades a serem destacadas”, conclui o gerente, “o maior estande é de uma startup que produz totalmente no Brasil seu eVTOL por menos de US$ 500 mil”.   

(ANSA).