Brasil e Argentina, as duas potências do futebol sul-americano, se enfrentam neste sábado em sua estreia no Grupo B da Copa América Feminina-2022, que será aberto com o duelo entre Uruguai e Venezuela.
A seleção brasileira é mais uma vez a grande favorita para vencer a nona edição do torneio. Lideradas pela técnica sueca Pia Sundhage, as brasileiras querem deixar sua marca na Colômbia e ampliar seu domínio no futebol regional. E nada melhor do que estrear no superclássico.
A partida será disputada a partir das 19h00 locais (21h00 de Brasília) no Estádio Centenário, na cidade de Armenia.
Sete vezes campeãs, as brasileiras estão atrás de uma das três vagas diretas para a Copa do Mundo de 2023 que será realizada na Austrália e na Nova Zelândia.
Após a era de Marta, a melhor jogadora brasileira de todos os tempos, uma nova geração entrará em campo com várias promessas, como Angelina e Ary Borges.
A equipe de Sundhage se destaca pelo jogo alegre e tático. Nesse aspecto, “somos um dos melhores (times) do mundo”, disse Borges ao portal Globo Esporte.
No entanto, em seu primeiro duelo o Brasil enfrentará seu único grande rival na teoria: a equipe comandada por Germán Portanova.
A Argentina, que em 2006 conquistou seu único título sul-americano até o momento, tem Estefanía Banini entre seus destaques. É uma referência para a equipe e uma meio-campista experiente.
“O futebol feminino na América do Sul cresceu muito. Então, vai ser uma Copa América muito competitiva em que as jogadoras vão estar muito bem fisicamente”, disse Portanova à imprensa argentina.
O estrategista prevê um duelo intenso desde o primeiro minuto com um Brasil rápido e potente.
“O Brasil joga (…) em um ritmo louco. Estamos cientes disso e vamos tentar jogar tomando essas precauções sem perder de vista o que estamos treinando. Não podemos perder o que somos”, acrescentou.
Antes do superclássico, Uruguai e Venezuela abrirão o Grupo B, que o Peru completa. O jogo está marcado para as 16h00 locais (18h00 de Brasília) no mesmo Estádio Centenário.
O técnico da Celeste, Ariel Longo, acredita que montou um time com chances reais de classificação para a Copa do Mundo.
“É uma equipe muito dinâmica, muito solidária, muito tática e com muito sentimento. Isso sem deixar de lado a qualidade técnica de muitas das jogadoras”, disse o técnico ao jornal La Diaria.
As duas equipes se enfrentarão pela terceira vez no torneio sul-americano. A Venezuela venceu os dois duelos anteriores.
A nona edição da Copa América Feminina, que será disputada a cada dois anos a partir de agora, começou nesta sexta-feira com o confronto entre Bolívia e Paraguai, e as anfitriãs estreiam contra o Paraguai. A seleção chilena completa o Grupo A.
Além das três vagas diretas para a Copa do Mundo de 2023, a Copa América Feminina garante ao quarto e ao quinto colocado a classificação para um playoff.
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