O Brasil vai estrear na Copa América nesta segunda-feira (24) com sua artilharia pesada, comandada por Vinícius Júnior e Rodrygo, à frente de uma jovem equipe da Costa Rica.

Em busca de novas glórias para virar a página das decepções recentes, a Seleção espera ter uma boa estreia contra um adversário focado em dar rodagem aos substitutos dos ídolos Keylor Navas, Bryan Ruiz e Celso Borges.

Brasileiros e costarriquenhos fecharão a primeira rodada do Grupo D no SoFi Stadium, em Inglewood, Los Angeles (Califórnia), com capacidade para 70 mil espectadores, a partir das 22h00 (horário de Brasília). Colômbia e Paraguai entram em campo três horas antes, em Houston (Texas).

– Dividir responsabilidades –

O futuro ataque brasileiro do Real Madrid (Rodrygo, Vini Jr. e Endrick), invicto nos quatro jogos com o técnico Dorival Júnior na Seleção, tem o desfalque de Neymar por lesão, o que colocará o jovem trio à prova ma Copa América.

Na tenebrosa temporada 2023, o Brasil sofreu três derrotas consecutivas (Brasil, Colômbia e Argentina) e terminou na sexta posição das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, uma acima da repescagem.

Não só os atacantes, mas também todo o elenco terá a necessidade de lutar pelo décimo título do Brasil no torneio de seleções mais antigo do mundo, o primeiro desde 2019.

“Como falamos dentro do vestiário, vamos dividir as responsabilidades. Todo mundo vai assumir seu papel para o grupo ser cada vez mais forte. Só assim vamos poder chegar no nosso objetivo”, afirmou Rodrygo.

– Endrick no banco –

Rodrygo usará a camisa 10 e deverá formar o ataque brasileiro com Raphinha e Vini Jr., sério candidato à Bola de Ouro, e Endrick provavelmente começará no banco.

E o atacante de 17 anos, que em um espaço de semanas vai disputar sua primeira Copa América e se apresentar no Real Madrid, parece aceitar bem a condição de reserva.

“Sei que o Dorival está fazendo o que é melhor para o Brasil. Ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick ou para o Vinícius Junior ou para o Rodrygo. Ele vai fazer o que é melhor para a Seleção Brasileira”, afirmou.

“Vai ser uma partida muito difícil, nós todos sabemos disso. A gente nunca subestima nenhum time, nem atleta. É um adversário que dá trabalho”, acrescentou Endrick sobre a Costa Rica, que chega à Copa América como a seleção como menor média de idade entre todas as participantes.

Os jovens costarriquenhos têm a ingrata missão de tentar substituir jogadores que marcaram a geração que brilhou na Copa do Mundo de 2014, em que a equipe chegou até as quartas de final.

“É uma equipe passando por uma reformulação que tinha que ser feita, porque senão você vai ficar no meio do caminho. Se as mudanças geracionais não forem feitas, no curto ou no longo prazo você vai sofrer”, disse o técnico da Costa Rica, o argentino Gustavo Alfaro.

“O final do caminho, para mim, é uma Costa Rica competitiva, que chegará ao Mundial e poderá jogar de igual para igual em qualquer circunstância”, acrescentou o treinador.

Para tentar vazar a defesa brasileira, Alfaro aposta em promessas como o atacante Manfred Ugalde (Spartak Moscou) e o meia Brandon Aguilera (Nottingham Forest).

Escalações prováveis:

Brasil: Alisson – Danilo, Éder Militão, Marquinhos, Wendell – Bruno Guimarães, João Gomes, Lucas Paquetá – Raphinha, Rodrygo, Vinícius Júnior. Técncio: Dorival Júnior.

Costa Rica: Patrick Sequeira – Jeyland Mitchell, Julio Cascante, Francisco Calvo – Gerald Taylor, Jefferson Brenes, Brandon Aguilera, Orlando Galo, Ariel Lassiter – Manfred Ugalde, Josimar Alcócer. Técnico: Gustavo Alfaro

Árbitro: César Ramos (México).

raa/ma/cb