Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha rejeitaram neste domingo (4) “qualquer tentativa de controle” sobre a Venezuela, depois que os Estados Unidos afirmaram ter assumido o controle do país após a detenção de Nicolás Maduro.
Os seis países manifestaram preocupação com a estabilidade regional após os ataques de Washington que resultaram na captura de Maduro.
Donald Trump afirmou que um de seus principais objetivos é manter o domínio sobre o petróleo da Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.
“Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou de apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” venezuelanos, aponta um comunicado divulgado pela Chancelaria colombiana.
“A situação na Venezuela deve ser resolvida” com “respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”, acrescenta o texto.
Os líderes dos países signatários, como Luiz Inácio Lula da Silva ou Gustavo Petro na Colômbia, rejeitaram publicamente a incursão americana na Venezuela e pediram medidas a organismos internacionais como a ONU.
Washington capturou Maduro, que enfrentará em Nova York um julgamento por suposto narcotráfico e terrorismo, e reconheceu até agora sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, como nova mandatária, que conta com o apoio da cúpula militar venezuelana.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse no domingo que é “prematuro” falar sobre eleições “neste momento”.
Países aliados da Venezuela, como Rússia, China, Irã e Cuba, também rejeitaram os ataques. Moscou e Pequim exigiram a “libertação imediata” de Maduro.
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