Brasil chega ao fim de abril com 403,7 mil mortes por Covid

SÃO PAULO, 30 ABR (ANSA) – O Brasil registrou nesta sexta-feira (30) mais 2.595 mortes e 68.333 casos de Covid-19 no último período de 24 horas, elevando os números totais de óbitos e contágios para 403.781 e 14.659.011, respectivamente, conforme dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).   

No novo boletim, a taxa de letalidade da doença passou de 2,7% para 2,8% a nível nacional, com o Rio de Janeiro sendo o estado com o maior índice no país, 6%. Na sequência aparecem Pernambuco (3,5%), Amazonas (3,4%) e São Paulo (3,3%).   

O estado de São Paulo, porém, é o mais afetado pela crise sanitária em números absolutos, com 2.903.709 contágios e 96.191 vidas perdidas. Na lista de territórios com maiores números de mortes e casos estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Santa Catarina.   

Os dados de hoje, no entanto, não incluem as informações do estado do Ceará devido a problemas técnicos.   

O Brasil supera a trágica marca de 400 mil vítimas em meio à falta de vacinas, colapsos no sistema de saúde público e no momento em que o governo é alvo de uma CPI para apurar sua gestão durante a pandemia.   

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro continua participando de aglomerações. Hoje, ele se reuniu para almoçar com 50 empresárias e empreendedoras em um hotel na zona sul de São Paulo. Na ocasião, os convidados se sentaram sem respeitar o distanciamento social e não usaram máscaras na mesa, mesmo antes de fazer a refeição.   

Protesto – Nesta tarde, a comitiva de Bolsonaro foi recebida por manifestantes em frente ao prédio da B3, Bolsa de Valores de São Paulo, no centro da cidade, onde o líder brasileiro participou do leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Um ovo chegou ser atirado em direção à comitiva, mas ninguém foi atingido. (ANSA)