Brasil

Brasil acumula mais de 436 mil mortes pelo novo coronavírus


SÃO PAULO, 17 MAI (ANSA) – O Brasil contabilizou nesta segunda-feira (17) mais 786 mortes e 29.916 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando os números totais de vítimas e contágios para 436.537 e 15.657.391, respectivamente, informou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).   

Os dados representam uma queda em relação aos números de óbitos e contágios registrados na última segunda-feira (10), quando foram 889 vidas perdidas e 25.200 novos diagnósticos em um dia.   

A média de morte dos últimos sete dias continua caindo e está 1.901, enquanto a de contágios voltou a subir e chegou a 63.914 infecções.   

A taxa de letalidade, por sua vez, permanece em 2,8% a nível nacional. Já em relação aos estados, o Rio de Janeiro é o com o maior índice no país, 5,9%, seguido de Pernambuco (3,4%), Amazonas (3,4%) e São Paulo (3,4%).   

O Brasil é o segundo país no ranking mundial em número de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos ), de acordo com a Universidade Johns Hopkins. O levantamento ainda aponta que o país liderado por Jair Bolsonaro é a terceira nação com maior quantidade de contaminados pelo coronavírus Sars-CoV-2, atrás dos EUA e Índia.   

Hoje, o Brasil superou a taxa de mortalidade por Covid-19 da Itália. Segundo os dados da instituição, são 205.98 mortes a cada 100 mil habitantes contra 205.75 óbitos por 100 mil no país europeu. Os dois países vivem momentos distintos na pandemia, já que o território brasileiro está em seu pior momento e apresenta lentidão em sua campanha de vacinação.   

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Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), inclusive, investiga a gestão de Bolsonaro durante a emergência sanitária.   

OMS – Nesta segunda, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a distribuição desigual de vacinas contra Covid-19 entre países ricos e pobres provoca um apartheid.   

“Acho que irei um passo adiante e direi que não apenas o mundo está sob o risco de um apartheid de vacinas, o mundo já está em um apartheid de vacinas”, disse.   

Segundo o executivo, “os países de alta renda respondem por 15% da população mundial, mas têm 45% das vacinas, e os de rendas média e baixa somam quase metade da população mas recebem apenas 17% das vacinas mundiais”. “Então a lacuna é realmente enorme”.   

(ANSA)

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