Branco e com letras em 3D: Uniforme da Itália para Olimpíadas já é digno de pódio

ROMA, 3 FEV (ANSA) – Por Alessandro Sanzò – Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo certamente representam o ápice dos esportes de inverno, mas o fato de serem realizados na Itália trouxe consigo a necessidade de um toque de estilo.   

Esse cuidado não se limitou aos uniformes dos protagonistas das cerimônias de abertura e encerramento dos XXV Jogos Olímpicos, mas também se estendeu aos voluntários que desempenham papéis-chave durante o evento.   

É o caso dos uniformes da cerimônia de premiação, usados pelos voluntários que conduzem as medalhas ao pódio. Um verdadeiro cartão de visitas, mostrando ao mundo a Itália e sua capital da moda como anfitriãs.   

A característica mais marcante desses uniformes é a completa ausência de logotipos ou marcas, concentrando a atenção totalmente no design. Entre as propostas apresentadas, a da Academia Brera se destacou, com calças e gola alta em azul-cobalto.   

Para a equipe italiana, os uniformes combinam a elegância da Armani com detalhes tridimensionais da palavra “Itália”, tecidos técnicos e acessórios coordenados.   

Outras delegações optaram por abordagens diferentes, mais ligadas à esportividade ou à inovação: a Adidas vestiu a Polônia com a águia branca, enquanto o Reino Unido apostou em designs vibrantes.   

Para o país anfitrião, os elementos-chave foram simplicidade e reconhecibilidade, com a cor branca leitoso predominante e a palavra “Itália” bordada em 3D. O kit, idêntico para atletas olímpicos e paralímpicos, inclui jaquetas de plumas, macacões de esqui, agasalhos, jaquetas e calças térmicas, além de acessórios e calçados técnicos para montanha e corrida.   

Os Estados Unidos mantêm a parceria de longa data com a Ralph Lauren, que veste sua delegação há quase 20 anos. Os uniformes oficiais refletem uma estética tipicamente americana: para a abertura, casaco de lã branca com botões de madeira, gola alta de tricô com a bandeira dos EUA bordada e calças de lã sob medida; para a cerimônia de encerramento, jaqueta acolchoada em vermelho, branco e azul, combinada com suéter de lã e calças brancas.   

O Canadá, por sua vez, priorizou um visual mais técnico.   

Renovando a colaboração com a Lululemon, a equipe desenvolveu peças altamente funcionais, enriquecidas com detalhes inspirados na geografia e paisagem do país. A equipe do Reino Unido também optou pela Adidas, modernizando a Union Jack com cores ousadas e incluindo acessórios de marcas como Ben Sherman, criando um visual contemporâneo e facilmente reconhecível.   

Já a França confiou seus uniformes à Le Coq Sportif, reforçando uma tradição profundamente enraizada na iconografia nacional, com tons de branco creme e azul celeste.   

A Suíça adotou uma abordagem específica para cada esporte: para o hóquei no gelo, a Nike criou camisas exclusivas que incorporam a tradição nacional, com cores como vermelho e branco e elementos inspirados na bandeira suíça.   

Os uniformes gerais para atletas e equipe técnica incluem peças funcionais desenvolvidas em parceria com marcas como a Salomon.   

(ANSA).