Cultura

Bottura vira embaixador da ONU contra desperdício de alimentos

MODENA, 29 SET (ANSA) – O chef italiano Massimo Bottura será o novo embaixador da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas (ONU) na luta contra o desperdício e o descarte de alimentos no mundo, anunciou o órgão nesta terça-feira (29).   

O italiano foi reconhecido como um “empreendedor social” pelo seu compromisso constante na luta contra o desperdício e contra o isolamento de inúmeras pessoas da sociedade, que são dois dos principais objetivos da ONG Food for Soul, criada por Bottura e por sua esposa, Lara Gilmore.   

“Eu tive a sorte de viver a vida que sempre sonhei, provavelmente, porque decidi fazer o que eu amava. Houve um momento que percebi que o cozinheiro precisava dar um passo atrás porque a revolução técnica estava suficientemente cumprida para não merecer mais a concentração de energia, e através da cultura precisava representar algo a mais na soma das receitas.   

Depois de ter recebido, talvez, tudo que era possível da vida, senti a necessidade de retribuir”, disse Bottura em suas redes sociais.   

Segundo o chef, por conta dessa mudança de pensamento, ele quis “compartilhar com o mundo a minha visão do que significa ‘nutrir o planeta'”.   

Explicando como surgiu a ONG e falando sobre o trabalho realizado contra o isolamento social dos mais marginalizados, Bottura ressaltou que o “Food for Soul é um instrumento na primeira linha de luta contra o desperdício alimentar e ao isolamento social, com o qual idosos e jovens com habilidades diferentes encontram um lugar de protagonistas na sociedade”.   

Agradecendo à ONU pela oportunidade, o chef ressaltou que acredita que o mundo, atualmente, entendeu o valor dessa “revolução humana que, tenho certeza, unirá as mentes e as almas mais sensíveis do planeta”. “Como dizia J. Beuys, ‘a revolução somos nós'”, finalizou.   

Além das ações na Itália, Bottura já vem se envolvendo com questões sociais há anos, mas foi essa atuação foi ampliada a partir de 2016, quando conquistou uma grande projeção internacional por conta do reconhecimento ao seu restaurante, a Osteria Francescana, como um dos melhores do mundo.   

Na Itália, o chef já tinha ficado muito conhecido após os terremotos de 2012 na região da Emilia-Romagna. Ele comprou e ajudou os produtores de queijo locais a venderem milhares de unidades do queijo parmesão que teriam sido perdidas por conta da destruição dos locais que os abrigavam. À época, ele criou um risoto de parmesão que foi copiado por diversos restaurantes no mundo.   

O italiano montou um restaurante no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, que servia comida para moradores de favelas e, neste ano, Bottura anunciou um projeto em Nova York para evitar o desperdício de comida. O “Reffetorio Ambrosiano” recupera sobras de comida e cria novos pratos para as pessoas pobres, tendo unidades em Milão, Paris e Londres.   

(ANSA).   

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