Botafogo sucumbe na altitude e perde para o Nacional Potosí pela pré-Libertadores

Clube carioca precisará vencer por dois gols de diferença no Rio de Janeiro para seguir na disputa da competição continental

AIZAR RALDES / AFP
Botafogo perdeu por 1 a 0 para o Nacional de Potosí pela pré-Libertadores Foto: AIZAR RALDES / AFP

Querendo exorcizar o pesadelo da altitude de 2025, quando caiu para a LDU-EQU nas oitavas de final, o Botafogo encarou novamente esse obstáculo e sucumbiu de novo. Na altitude de 4 mil metros de Potosí, na Bolívia, o time carioca até fez um primeiro tempo acima das expectativas, segurou o empate, mas logo na volta do intervalo sofreu gol cedo e viu o Nacional abrir vantagem de 1 a 0 no jogo de ida da segunda fase da pré-Libertadores, no Estádio Víctor Ugarte.

Além de encarar a altitude, o Botafogo também teve pela frente um frio extremo, chegando a 7º C durante a partida. Mesmo com as adversidades, soube poupar nos primeiros 45 minutos e saiu lamentando quando Matheus Martins perdeu uma chance clara nos acréscimos. O castigo veio no segundo tempo, quando Baldomar desviou de cabeça para marcar. O Botafogo ainda teve bons momentos, como a bola na trave de Montoro e sorte, com o gol anulado de Álvarez.

Com o resultado, o Botafogo agora precisa virar o agregado no Estádio Nilton Santos, na próxima quarta-feira, às 21h30, com dois ou mais gols de diferença. Em caso de empate nos placares, a decisão irá para os pênaltis. Fora isso, a vaga fica para o time boliviano.

A missão e estratégia do Botafogo era clara nos minutos iniciais. Poupar fôlego e driblar o obstáculo da altitude na primeira etapa. O time carioca entrou com uma linha de cinco defensores, com Vitinho e Alex Telles com a missão de sair para o jogo pelos lados do campo e recompor defensivamente. O Nacional Potosí foi para cima, como era de se esperar, e não deixou o Botafogo ultrapassar a linha do meio de campo.

O time boliviano tirava proveito da altitude com chutes de longa distância, dando trabalho para o goleiro Léo Linck, que ainda contou com a trave no cabeceio de Baldomar. Na espreita por uma bola, o Botafogo saiu melhor do que se imaginava e teve a chance de sair na frente com Matheus Martins, já na reta final. O atacante recebeu lançamento, venceu o defensor na corrida, mas na hora de finalizar mandou para fora, perdendo uma grande chance.

Depois de um bom primeiro tempo, o ‘balde de água fria’ veio cedo para o Botafogo. Logo aos dois minutos, em falta cobrada na área, Baldomar apareceu sozinho para desviar de cabeça e abrir o placar para o Nacional. O Botafogo até teve a chance de redimir na sequência, mas Montoro acertou o travessão para desespero dos botafoguenses. A situação só não se agravou graças ao desvio de Alvárez, que em posição irregular, teve seu gol anulado.

Com o passar do tempo, o Botafogo até abriu mais o meio de campo, chegou a costurar algumas jogadas, mas tomando diversas decisões erradas, principalmente nas transições. Na reta final, o Nacional passou a administrar o tempo, trocando passes no campo ofensivo, porém sem propor alguma pressão para ampliar o marcador, se mostrando satisfeito com o resultado.

Ficha técnica

Nacional Potosí-BOL 1 x 0 Botafogo

NACIONAL – Galindo; Baldomar, Restrepo, Demiquel e Torrico (Orellana); Azogue, Maxi Núñez (Rojas) e Otormín (Hoyos); Solis (Abastoflor), Wilan Álvarez e Villalba (Tobar). Técnico: Leonardo Eguez.

BOTAFOGO – Léo Linck; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza, Mateo Ponte (Ythallo) e Alex Telles; Newton, Wallace Davi (Villalba) e Montoro (Kauan Toledo); Barrera (Marquinhos) e Matheus Martins (Kadir). Técnico: Martín Anselmi.

GOLS – Baldomar, aos dois minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Augusto Aragon (EQU).

CARTÕES AMARELOS – Mateo Ponte e Barrera.

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Víctor Ugarte, em Potosí (BOL).