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Boris Johnson ofendeu o ministro da Saúde, afirma ex-conselheiro

Boris Johnson ofendeu o ministro da Saúde, afirma ex-conselheiro

Dominic Cummings continua a revelar divisões entre Boris Johnson (E) e o ministro da Saúde, Matt Hancock - UK PARLIAMENT/AFP/Arquivos


O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi alvo nesta quarta-feira (16) de uma nova acusação chocante por parte de seu ex-conselheiro Dominic Cummings, que afirmou, apresentando como prova uma captura de tela, que o chefe de Governo chamou o ministro da Saúde de “totalmente incorrigível”.

Cummings, polêmico cérebro da campanha do Brexit em 2016 e que até novembro era o muito influente “conselheiro especial” de Johnson, declarou guerra ao ex-chefe nos últimos meses. E durante uma sessão de várias horas no Parlamento no fim de maio, ele criticou duramente a gestão da pandemia por parte do Executivo.

Ele chamou Johnson de “inapto”, mas atacou especialmente o ministro da Saúde, Matt Hancock, a quem acusou de “mentir” em várias ocasiões e que considera que deveria ter sido “destituído”.

Hancock negou as acusações e desde então Cummings é criticado por não apresentar provas de suas afirmações.

Mas em um texto longo postado em seu blog nesta quarta-feira, o controverso ex-conselheiro publicou uma captura de tela de uma conversa no WhatsApp de 27 de março de 2020 com “Johnson Boris”.

Na conversa, Cummings culpa “MH” pelo atraso no prometido aumento dos testes de covid-19. A outra pessoa responde: “Totalmente (palavrão) incorrigível”

Questionado, o porta-voz de Johnson se negou nesta quarta-feira a responder a cada acusação e reiterou a confiança plena em Hancock: “O primeiro-ministro trabalhou em estreita colaboração com o ministro da Saúde e continuará a fazê-lo”, disse.

Seis meses depois de abandonar Downing Street em um contexto de lutas internas, Cummings, artífice da grande vitória de Johnson nas legislativas de 2019, se mostra sem piedade.

Ele afirma que a má gestão do governo Johson custou “dezenas de milhares” de vidas no Reino Unido, país mais afetado da Europa pela pandemia, com quase 128.000 mortes.

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