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Boris Johnson entra em reta final de campanha na defensiva

LONDRES, 10 DEZ (ANSA) – Favorito nas pesquisas para as eleições legislativas no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson entrou na reta final da campanha na defensiva.   

Às vésperas do pleito de 12 de dezembro, o líder conservador teve de rebater acusações de “desumanidade” em dois episódios. O primeiro ocorreu quando ele se recusou a olhar a foto de um menino com pneumonia largado no chão de um hospital em Leeds.   

Os problemas na saúde pública são um dos pilares dos ataques do líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, que tenta encurtar a vantagem de Johnson.   

Já o segundo foram suas vagas ameaças aos milhões de europeus residentes em solo britânico. Durante um comício, o premier disse que os cidadãos comunitários “trataram por muito tempo o Reino Unido como se eles fossem parte deste país”, sobretudo no acesso ao sistema de bem-estar social.   

A líder do partido Democratas Liberais (LibDem), Jo Swinson, definiu as declarações sobre os europeus como uma “ameaça inaceitável” que pode “expor milhões de pessoas ao risco de crimes de ódio”. Para afastar as polêmicas, Johnson busca colocar Corbyn, seu principal rival, como fator de incerteza para o Brexit e os gastos públicos e se apresentar como garantia de “estabilidade”.   

Enquanto isso, o Partido Conservador tentou justificar a gafe no caso da foto do menino doente como um “gesto instintivo e natural”. (ANSA)