As escolas de Kiev permanecerão fechadas até o próximo mês, anunciou, nesta sexta-feira (16), o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, ao citar “condições difíceis” após ataques russos que devastaram o setor energético em meio a temperaturas abaixo de zero.
“A partir de 19 de janeiro, as escolas da capital permanecerão fechadas para férias até 1º de fevereiro”, declarou Klitschko no Telegram.
As autoridades de Kiev também anunciaram que a intensidade da iluminação pública será reduzida a um quinto de sua capacidade para economizar energia.
Após as férias de fim de ano, as aulas foram retomadas nas escolas de Kiev em 12 de janeiro, de forma simultânea presencial e online, segundo as autoridades locais.
Os recentes bombardeios russos contra as infraestruturas energéticas do país causaram danos tão extensos que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, decretou “estado de emergência” no setor.
Em 9 de janeiro, ataques russos ao sistema energético de Kiev provocaram cortes de eletricidade e de aquecimento de uma magnitude sem precedentes desde o início da invasão em grande escala do país, em fevereiro de 2022.
Em meio ao frio intenso, seis mil prédios residenciais, ou seja, metade dos edifícios da cidade, ficaram sem aquecimento. As autoridades locais tentam reparar os danos.
Klitschko afirmou que cerca de 100 prédios residenciais seguem sem aquecimento.
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