Um bombardeio ucraniano no sul da Rússia nesta segunda-feira, 3 de agosto, deixou sete pessoas mortas, incluindo três crianças, e cerca de 40 feridos. O ataque ocorreu em uma praia lotada no vilarejo de Arkhipo-Osipovka, na região de Gelendzhik, quando destroços de um drone caíram sobre o local. A informação foi confirmada por Veniamin Kondratyev, governador do Krai de Krasnodar.
O incidente aconteceu na manhã, na praia banhada pelo Mar Negro, e Kondratyev classificou o ocorrido como um ataque “deliberado do regime de Kiev contra a população civil, sem qualquer ligação com a infraestrutura militar”. Ele acrescentou que o “ato terrorista cínico e desumano contra crianças não pode ser justificado”.
O que aconteceu
- Bombardeio ucraniano na Rússia deixa sete mortos, incluindo três crianças, e cerca de 40 feridos em praia.
- Outros ataques de drones ucranianos atingiram Belgorod e Crimeia, causando mais mortes e feridos civis.
- Autoridades russas classificam as ofensivas contra civis como “ato terrorista cínico e desumano”.
Além do ataque em Krasnodar, o governador interino da região russa de Belgorod, Alexander Shuvalyev, confirmou que um drone da Ucrânia caiu próximo a um parquinho no vilarejo de Printsevka, matando uma adolescente de 13 anos e ferindo duas meninas de 7 e 9 anos.
Serviços de emergência locais, citados pela agência Interfax, informaram que outros sete civis ficaram feridos em agressões ucranianas em diferentes cidades da região de Belgorod.
Ataques em outras regiões e na Crimeia
As ofensivas de Kiev também resultaram em quatro vítimas civis na Crimeia, território ucraniano anexado pela Rússia em 2014. De acordo com Serghei Aksyonov, chefe administrativo local, os bombardeios foram realizados durante a madrugada.
Estes ataques intensificam as tensões no conflito. Na semana passada, um ataque massivo de Moscou contra diversas regiões da Ucrânia deixou ao menos oito mortos no país, incluindo membros de uma mesma família.
Conflito: quem são as vítimas?
O aumento de incidentes com vítimas civis sublinha a escalada do conflito, onde ambos os lados têm reportado perdas significativas entre a população não-combatente. Ações que miram civis são frequentemente condenadas por organizações internacionais e leis de guerra.