Pelo menos 14 pessoas, entre elas seis crianças, morreram nesta sexta-feira (4) em decorrência de um bombardeio russo com mísseis que atingiu Krivoi Rog, cidade natal de Volodimir Zelensky, informou o líder ucraniano.
O míssil atingiu uma zona residencial próxima a um parque infantil e feriu mais de 50 pessoas, segundo o chefe da administração militar da cidade, localizada no centro da Ucrânia.
Vários vídeos não verificados nas redes sociais pareciam mostrar corpos estendidos na rua, enquanto outro mostrava uma coluna de fumaça subindo em direção ao céu noturno.
“Inicialmente, tratou-se de um bombardeio com míssil balístico. Até o momento, 14 pessoas morreram, entre elas seis crianças”, declarou Zelensky no Telegram, acrescentando que as operações de resgate continuam.
O governador do oblast (região administrativa) de Dnipropetrovsk, Sergii Lisak, afirmou que o número de vítimas “aumenta constantemente”.
“Há apenas uma razão para que isso continue. A Rússia não quer um cessar-fogo, e estamos vendo isso. O mundo inteiro vê”, disse Zelensky.
“E só a pressão do mundo sobre a Rússia, todos os esforços para fortalecer a Ucrânia, nossa defesa aérea, nossas forças (…) somente isso determinará quando a guerra terminará”, acrescentou.
Krivoi Rog, no oblast central de Dnipropetrovsk, fica a cerca de 60 km da linha de frente, mas costuma ser atacada com drones e mísseis russos.
Essa cidade, onde nasceu o presidente ucraniano, tinha antes da guerra uma população de cerca de 600 mil pessoas.
Um ataque balístico russo na localidade na quarta-feira matou pelo menos quatro pessoas e feriu mais de uma dúzia.
Esses bombardeios ocorrem no momento em que o governo do presidente americano, Donald Trump, pressiona por um fim rápido da guerra, que começou há mais de três anos com a invasão russa.
Para alcançar um cessar-fogo, os Estados Unidos mantêm conversações tanto com a Rússia quanto com a Ucrânia.
A Rússia rejeitou uma proposta conjunta dos Estados Unidos e da Ucrânia para um cessar-fogo incondicional e total. Kiev acusou Moscou de prolongar as negociações sem intenção de interromper a ofensiva.