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Bombardeio do regime mata 28 em área jihadista da Síria

Bombardeio do regime mata 28 em área jihadista da Síria

Socorristas voluntários carregam corpo após bombardeio do regime sírio contra a região síria de Idlib, em 19 de junho de 2019. - AFP

Novos bombardeios das forças do regime em Damasco mataram 17 civis e 11 combatentes nesta quarta-feira no noroeste da Síria, em uma área controlada pelos jihadistas, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Doze civis morreram em ataques aéreos das forças do presidente Bashar Al Assad contra o povoado de Jabal Al Zawiya, situado no sul da província de Idlib, segundo esta ONG baseada em Londres.

O ataque atingiu o comércio e deixou corpos mutilados, constatou o fotógrafo da AFP, que encontrou pedaços de corpos a cerca de 100 metros do alvo.

Outros quatro civis morreram em ataques aéreos contra povoados no sul da província, e ocorreu mais um óbito no subúrbio da cidade de Idlib, segundo o OSDH.

No norte da vizinha província de Hama, disparos de foguetes do regime mataram 11 jihadistas, um dia após violentos combates que deixaram ao menos 55 mortos nos dois lados, informou a ONG.

Na terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou Rússia e Turquia a “estabilizar sem demora a situação” na província síria de Idlib.

“Estou profundamente preocupado com o agravamento da luta em Idlib, e a situação é especialmente perigosa à medida que aumenta o número de atores envolvidos. Mais uma vez, os civis estão pagando um preço horrível”, disse Guterres.

Nas últimas semanas, Idlib se tornou alvo de bombardeios quase diários do regime sírio e de seu aliado russo, apesar de a região integrar o acordo firmado em setembro entre Moscou e Ancara sobre a criação de uma “zona desmilitarizada”.

O aumento da violência na província, onde vivem cerca de três milhões de pessoas, já deixou mais de 400 mortos e 270 mil deslocados desde o final de abril, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A guerra civil na Síria começou em 2011 e já matou mais de 370 mil pessoas, além de deixar milhões de deslocados.