Bomba de fragmentação soviética dos anos 1980 é encontrada em Honduras

Militares hondurenhos encontraram uma bomba de fragmentação, fabricada na antiga União Soviética, que permanecia oculta entre a vegetação em uma área onde atuaram grupos armados nicaraguenses na década de 1980, informou o Exército nesta sexta-feira (27).

Esses artefatos são proibidos por um tratado internacional devido à sua letalidade, pois armazenam centenas de pequenos projéteis que podem se dispersar em áreas equivalentes a vários campos de futebol.

“Se tivesse explodido na região, teria provocado danos severos”, disse, em um vídeo, o capitão Mario Rivera, que detalhou que a bomba foi detonada de forma controlada em uma área de mata na localidade de San Andrés del Bocay (Olancho), a cerca de 260 km da capital Tegucigalpa.

Estima-se que a ogiva, de 250 libras e descoberta durante um patrulhamento para proteger recursos ambientais, estivesse ali desde a década de 1980, acrescentou o oficial.

No entanto, o Exército não explicou como esse explosivo chegou ao local nem o vinculou a um grupo específico.

Embora não tenha havido conflito armado em Honduras, suas áreas fronteiriças com a Nicarágua serviram de refúgio e centro de operações dos “Contras”, grupos armados nicaraguenses de direita financiados pelos Estados Unidos que lutaram contra o governo sandinista.

Além de sua letalidade quando disparadas de aviões ou em terra, as bombas de fragmentação representam uma ameaça porque as submunições que não explodem no impacto permanecem ativas por anos como minas terrestres.

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