Na manhã desta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (PL) se irritou com a jornalista Amanda Klein ao ser questionado ao vivo no canal da Jovem Pan sobre a negociação de 107 imóveis feitos por ele e por seus familiares, dos quais 51 teriam sido comprados total ou parcialmente com dinheiro em espécie. O mandatário acusou a profissional de ser “leviana”, afirmou que ela queria colocar um rótulo de “corrupto” nele e ressaltou: “seu marido vota em mim”. Porém essa não foi a primeira vez que Bolsonaro atacou repórteres mulheres.

Antes desse episódio, o último que tinha ganhado grande repercussão foi quando, durante o debate na Rede Bandeirantes no último dia 28, o presidente Jair Bolsonaro atacou a jornalista da TV Cultura Vera Magalhães ao dizer: “Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim. Não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro”.
No ano de 2021, durante a inauguração do Centro de Tecnologia 4.0, em Sorocaba (SP), o presidente Jair Bolsonaro gritou com uma repórter da CNN e disse para a profissional “voltar ao jardim de infância”, pois, para ele, a imprensa faz “perguntas idiotas” e “ridículas”.
Ainda em 2021, Jair Bolsonaro agrediu verbalmente uma repórter da Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo, enquanto respondia perguntas de outros profissionais da imprensa em Guaratinguetá (SP). Ao ser questionado pela jornalista sobre o fato de ter chegado ao local sem a máscara de proteção contra a Covid-19, que era obrigatória na época, o presidente respondeu: “Eu chego como quiser, onde eu quiser. Eu cuido da minha vida”. Depois, mandou a repórter calar a boca e acrescentou: “Vocês (Globo) são uns canalhas! Vocês fazem um jornalismo canalha!”.
Irritado com jornalistas, @jairbolsonaro reclama da CNN por ter elogiado manifestações do fim de semana, ataca repórter de afiliada da tv Globo e manda o próprio staff “calar a boca”.
Presidente também tirou a máscara após ser perguntado sobre uso da proteção.
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— Metrópoles (@Metropoles) June 21, 2021
Em fevereiro de 2020, o mandatário ofendeu a repórter Patrícia Campos Mello do jornal Folha de S.Paulo ao insinuar que ela “queria dar o furo a qualquer preço” para conseguir informações exclusivas sobre o uso das redes sociais durante a sua campanha, em 2018. Por conta disso, em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão de que Bolsonaro deve indenizar a jornalista por danos morais.

Mandar as jornalistas mulheres calarem a boca é o que o presidente mais gosta de fazer. Outro episódio marcante foi quando, em maio de 2020, ele se irritou com uma repórter do jornal Folha de S.Paulo sobre a notícia de quando Rolando Alexandre de Souza assumiu como diretor-geral da Polícia Federal do Rio de Janeiro.
No Palácio da Alvorada, em Brasília (DF) a repórter perguntou: “O senhor pediu a troca, presidente?”. Ele gritou: “Isso é uma patifaria!”. Ao ser questionado novamente, Jair Bolsonaro disse: “Cala a boca! Não te perguntei nada!” Isso fez com que os seus apoiadores vibrassem e repetissem a mesma conduta contra a jornalista.
No dia 21 de julho de 2019, insinuou que a jornalista Miriam Leitão, comentarista da Globo, teria mentido ao afirmar que foi torturada durante a ditadura militar enquanto estava grávida do primeiro filho. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se juntou ao pai e também ofendeu a profissional.

Em 2014, o então deputado federal Jair Bolsonaro bateu boca com uma jornalista da RedeTV! antes de uma sessão na Câmara sobre a ditadura militar. Na época ele disse: “Você é uma idiota. Você é uma ignorante. Você é uma analfabeta”.