Não nos enganemos: estelionatários são incansáveis — e assim é Bolsonaro, estelionatário político: eleito democraticamente, sonha e planeja diuturnamente golpear a democracia. Bolsonaro, com certeza, sairá cambaio desse Sete de Setembro, sairá politicamente com uma mão na frente, outra atrás. Ele, que se julga rei, estará em completa nudez.
Bolsonaro perdedor, no entanto, não descansará — estelionatários não descansam. Negou a pandemia, fez o que deu para fazer e retardou a vacinação no Brasil. Negacionista, perdeu. A vacinação está aí. Inventou, então, a agitação do voto impresso. Perdeu novamente. Nesse Dia da Independência do Brasil, de um Brasil democrático, respeitador do Devido Processo Legal, fundamento do Estado de Direito, o presidente perderá mais uma vez. É de vital importância, porém, que a sociedade civil democrática, que já se uniu no combate às bravatas totalitárias de Bolsonaro, continue alerta e mobilizada, em franco apoio ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. Bolsonaro, o pelado Bolsonaro, com uma mão na frente e outra atrás, no âmbito da política e do governo, inventará outra questão para quebrar a paz, para azucrinar os brasileiros. Laborfóbico, Bolsonaro somente trabalha pela sua manutenção no poder. E não deixa ninguém trabalhar com desvelo e seriedade pelo bem do Brasil. Até as eleições de 2022, quando se dará a derrota final do capitão que o Exército expulsou para se livrar de um terrorista, ele não vai parar de azucrinar o País.
Hoje, nesse Sete de Setembro, poderá haver um tumulto aqui, outro ali, um terceiro acolá — e a explicação é clara: a extrema-direita se vale da velha tática de infiltrar agentes provocadores. Bolsonaristas nas ruas são como blattarias: amontoado de baratas. Assim são as manifestações dos seguidores do “messias”: aglomerações de baratas, blattarias. Colônias de baratas. E elas causam confusão mas são facilmente esmagadas.
Bolsonaro insistirá, até o seu juízo final. Vamos à música. Muito jovem, o genial e democrata Chico Buarque de Holanda fez uma letra, já demonstrando sua genialidade. Um trecho da letra cai feito inseticida sobre Bolsonaro e sua gritaria: “ela desatinou/ viu chegar quarta-feira/ acabar brincadeira/ bandeira/ se desmanchando. E ela ainda está sambando”. Troquemos o “ela”, da carnavalesca, por ele. Feito barata tonta que é, ele, Bolsonaro, seguirá sambando. Desatinado.
Democratas, não nos desmobilizemos. Democratas, sigamos no combate. Democratas, persistamos na defesa da Constituição, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, dos valores republicanos. Lutando contra o presidente totalitário, lutando dentro do que ensina a Lei Maior, a nossa Constituição. Nossa bandeira não se desmancha. O BRASIL DEMOCRÁTICO DESMANCHA BOLSONARO.