Bolsonaro tem melhora na função renal, mas equipe médica amplia antibióticos

Ex-presidente segue internado na UTI com pneumonia bilateral; Flávio Bolsonaro disse que a defesa do pai deve entrar com um novo pedido de prisão domiciliar

Ex-presidente Jair Bolsonaro na porta do hospital DF Star
Ex-presidente Jair Bolsonaro na porta do hospital DF Star Foto: REUTERS/Adriano Machado/File Photo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora na função renal, porém segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o novo boletim médico divulgado neste domingo, 15, houve uma nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, o que obrigou a equipe médica a ampliar a cobertura dos antibióticos utilizados no tratamento.

Bolsonaro está internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral, condição desencadeada por um episódio de broncoaspiração. O quadro de saúde do ex-presidente exige suporte clínico intensivo e, segundo a instituição, houve uma intensificação nas sessões de fisioterapia respiratória e motora.

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No sábado, 14, o hospital havia registrado uma piora na função renal, preocupação que foi mitigada nas últimas 24 horas com a evolução positiva desse indicador específico. O documento é assinado pelos médicos Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. (coordenador da UTI) e pelo diretor geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges.

Ofensiva jurídica

Diante da gravidade do estado de saúde, a defesa de Bolsonaro prepara uma nova investida jurídica. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que os advogados aguardam a emissão de um laudo médico detalhado sobre a atual internação para protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A estratégia da defesa é utilizar a evolução do quadro de pneumonia bacteriana e a necessidade de suporte intensivo para sensibilizar o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Flávio Bolsonaro, a estrutura hospitalar e os cuidados permanentes exigidos pelo ex-presidente reforçam a tese de que o ambiente carcerário é inadequado para a manutenção de sua integridade física. O parlamentar reiterou que a manutenção da prisão preventiva, sob estas condições clínicas, representa um risco iminente à vida do pai.