Bolsonaro sobre Covid: ‘Máscara é tabu, não chutei nada, eu estudei’
Às vezes, acho que ele faz de propósito, para causar, como diz a garotada. Afinal, por mais negacionista, mais ignorante, mais cínico que seja – e ele é! -, certas barbaridades que este senhor diz são indignas até para um psicopata em crise existencial: “Ser ou não ser”? Que nada! Para Bolsonaro só existe o “não ser”. Leiam sobre este trecho em específico, de Hamlet, de William Shakespeare (1564-1616) e entenderão o que digo.
A última, do amigão do Queiroz, não foi explicar os “micheques”, mas duvidar da eficácia da máscara como prevenção à Covid-19. Então, ficamos assim: pouco importam os estudos, os modelos matemáticos e as simulações dos maiores computadores do mundo que provam – e comprovam! – que o uso de máscara diminui significativamente a chamada carga viral de quem contrai o novo coronavírus. O que vale é a palavra do Capitão Cloroquina.
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Os mesmos estudos, modelos etc. também demonstram, sem possibilidade de contra-argumentação, que distanciamento social é imperativo no controle da disseminação da doença. Aliás, a prática, os fatos, a realidade confirmam. Mas o nosso obtuso animador de circo digital garante que não. Assim como garante que a combinação de cloroquina e vermífugo cura essa praga maldita. Quem mais, além dele? Os minions, ué.
O pai do “Homem de Seis Milhões de Rachadinhas”, também conhecido como Flávio Bolsonaro, disse ser um estudioso: “Eu costumo dizer que eu não chutei nada, eu estudei”, declarou sobre a Covid. Sério? Os maiores cientistas, as maiores universidades, os maiores médicos e hospitais, os maiores laboratórios do mundo estão produzindo, dia a dia, em tempo real, literatura a respeito, mas o Cap. Corona já sabe tudo porque… estudou!
Me pergunto onde e quando: se aulas virtuais com Olavo de Carvalho; aula particular com Osmar Terra; Enciclopédia dos Terraplanistas do Sétimo Dia; mensagens psicografadas de Albert Sabin; o diário secreto do filho Carlucho; o manual de combate na selva do Exército ou “chat on-line” com Donald Trump? Ora, Jair Messias Bolsonaro, se você estudou algo sobre coronavírus – e eu o desafio a indicar o quê -, estudou muito mal e errado.
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