Bolsonaro: síndrome de Pinóquio ou de avestruz

Bolsonaro: síndrome de Pinóquio ou de avestruz

O presidente Jair Bolsonaro conversa no celular na parte externa do Palácio da Alvorada em Brasília - AFP

Reza a lenda – e é lenda mesmo – que os avestruzes, ao assustarem-se com algo ou sentirem-se ameaçados, cavam rapidamente um pequeno buraco e escondem suas cabeças. Adaptada aos humanos, a quimera prega que certas pessoas, para não enfrentarem os problemas, preferem fingir que não os enxergam. Daí a comparação com a famosa ave africana.

Outra conhecida história é a do boneco de madeira Pinóquio (ou Pinocchio), personagem da obra do escritor florentino Carlo Lorenzini (1826-1890), datada de 1883. Esculpido pelo artesão Geppetto, um senhor solitário que sonhava em ter filhos, o boneco acabou ganhando vida. Mas mentia muito. E por um castigo da Fada Azul, sempre que mentia seu nariz crescia. A quem mente muito, chamamos de Pinóquio.

O mundo atravessa uma de suas maiores e mais dramáticas crises sanitárias. A pandemia do novo coronavírus paralisou nações, cerrou fronteiras, contaminou dezenas de milhões e ceifou a vida de outros milhões por todo o planeta. Só no Brasil, são mais de 4 milhões de contaminados (estima-se que sejam de oito a dez vezes mais) e 150 mil mortos. Mas, para Jair Bolsonaro, tudo não passa de uma “gripezinha, um resfriadinho”. Ou: “exagero da mídia esquerdista”.

Primeiro foi a Amazônia. Agora o Pantanal. As queimadas deste ano são históricas e têm devastado a fauna e flora das regiões atingidas. Mas o que disse o presidente, naquele seu estranho e peculiar idioma? “O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. E, alguns não entendem como, é o país que mais sofre ataques vindo de fora no tocante ao seu meio ambiente. O Brasil está de parabéns da maneira como preserva esse seu meio ambiente.”

Voltando à Covid-19, somos hoje o terceiro colocado mundial em número de casos. Por milhão de habitantes, apresentamos a maior taxa de mortalidade dentro do chamado G-20 (os vinte países mais desenvolvidos). Continuamos sem qualquer plano de ação, e o governo federal continua apostando suas fichas na tal cloroquina, droga já rejeitada por todos os países sérios do mundo. Contudo, Bolsonaro pensa diferente: “o Brasil foi um dos países que melhor enfrentou essa questão”.

Este mesmo senhor, ainda em abril deste ano, vejam só!, profetizou: “parece que está começando a ir embora essa questão do vírus”. Um pouco antes, declarou que as eleições foram fraudadas e que ele teria sido eleito ainda no primeiro turno e prometeu: “não temos apenas palavras, tenho comprovado, vamos apresentar provas”. Bolsonaro é uma usina de mentiras e de negacionismo.

Não sei ao certo qual tipo de “síndrome” mais afeta este sujeito, mas é certo que das duas, uma (senão ambas, ao mesmo tempo ou intercaladas): se a do Pinóquio ou se a do avestruz. Certeza!

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