De acordo com pesquisa do Datafolha deste domingo (11/7), 70% dos eleitores concordam que há corrupção no governo federal. E mais: cerca de 65% destes acham que o presidente da República está envolvido pessoalmente.
Todas as últimas pesquisas de opinião, de institutos diversos, são unânimes em demonstrar a brutal queda de popularidade do devoto da cloroquina, o que tende a tornar cada vez mais remota a possibilidade de reeleição ano que vem.
Para a sorte do País, Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, hoje representa só uma bolha em franco esvaziamento. Seu teto eleitoral é de 30%. Seu piso, repito, hoje!, é de 20%. Para quem gosta de média, 25% é o tamanho eleitoral.
O diabo é que, assim, o maníaco do tratamento precoce chegará fácil ao 2º turno das eleições de 2022. E por causa disso, o outro traste, Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, poderá retornar – e retomar – ao centro do poder.
A boa notícia é que, com tão baixo apoio popular, a chance de uma tentativa real de golpe de Estado diminui bastante. Não é crível que militares da terceira idade, ou até de pijamas, tentem, de fato, insurgir-se contra 70% dos brasileiros.
A má, repito, é a chance – cada dia mais real – da vitória do ex-tudo (ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro) ainda no 1º turno, já que em segundo lugar nas pesquisas aparecem os ‘nem-nem’; nem Lula nem Bolsonaro.
A média dessas pesquisas mostra o pai dos Ronaldinhos dos negócios com cerca de 35% das intenções de voto; os ‘nem-nem’ com cerca de 30%; o pai do senador das rachadinhas e da mansão de seis milhões de reais com 25%.
O que é pior, meus caros? Injeção no olho direito ou no olho esquerdo? É melhor Jair – ou não Jair – pensando a respeito, pois, ao que parece, ainda que seja cedo para afirmar, serão estas as nossas duas tristes escolhas.