Os entusiastas da base do presidente Lula da Silva que apostavam na cassação do senador Sergio Moro (União-PR) frearam as articulações ao descobrirem que Jair Bolsonaro pode lucrar. Enquanto o PL, partido do ex-presidente, aposta todas as fichas na ação que protocolou no TSE (Moro responde a outra, da coalização de Lula). O fato é que Michelle Bolsonaro pretende mudar seu domicílio eleitoral para o Paraná a tempo, caso se concretize a queda de Moro. E com potencial de ser eleia, a despeito da pré-candidatura de outro bolsonarista local, Paulo Martins – que deve ser aposta do PL para uma das vagas em 2026. Michelle eleita seria a grande vitória de Bolsonaro contra o Tribunal e os adversários. Não é coincidência a agenda do casal em evento para milhares de filiados do partido dias 15 e 16 em Curitiba. O PL já decidiu, também, que a candidata a presidente será Michelle – ou no mínimo um nome para vice numa chapa. Moro responde no TSE por suspeita de irregularidades na prestação de contas.

PT descobriu que Michelle Bolsonaro deve mudar seu domicílio eleitoral para o Paraná e disputar eleição suplementar para eventual vaga de Moro

Aloprado ameaça os concorrentes

Um executivo de uma das maiores empresas de energia do País, após ser convidado por um deputado federal para esclarecer suposta sugestão dada ao Governo de trocar a tributação de offshore por lista de concorrentes que deveriam ser perseguidas pela União, adotou estratégia mais agressiva contra os concorrentes. Vem enviando mensagens para colaboradores próximos detalhando a vida de executivos de seus concorrentes, e ao final deixa a seguinte mensagem ameaçadora: daqui para frente, esses concorrentes terão sérios problemas na vida. Todos se perguntam o que o aloprado realmente quis dizer com isso, se um desabafo ou ameaça concreta.

Pacheco ecoa eleitor

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco – AFP (Crédito:AFP)

O que foi surpresa para todo o Brasil – um senador Rodrigo Pacheco sempre cauteloso nas palavras mudar seu tom, e logo contra o STF – para os próximos não é surpresa. Ele quer ser governador de Minas e mira o eleitor insatisfeito com ministros do Supremo. Moda eleitoral agora é criticar a Corte. Pacheco tem pesquisas em mãos e sabe o que diz.

Rio, um espelho da polarização nacional

Beth Santos/Prefeitura

A capital fluminense, reduto de Jair Bolsonaro, vai reeditar a polarização entre ele e o presidente Lula da Silva, direita x centro-esquerda, a se confirmarem duas candidaturas à Prefeitura em 2024. De um lado, o prefeito Eduardo Paes (PSD), que deve ir à reeleição, com apoio do Barba. De outro, a novidade é o nome do delegado e hoje deputado federal Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, como candidato dos Bolsonaro. Uma pesquisa da Quaest nas mãos do clã revela que boa parte dos cariocas tem pauta conservadora. Ramagem já foi avalizado em especial por Carlos Bolsonaro, que vai coordenar sua campanha.

Dever de casa amacia a poltrona

DESPEJO 1 Davi Alcolumbre: o senador vai ter de deixar o imóvel funcional que ocupou quando ainda era deputado
Geraldo Magela

Nas articulações diárias, usando a presidência da Comissão de Constituição e Justiça para pavimentar sua volta ao comando do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) fez uma jogada de mestre há dias para agradar a base governista, de quem tem ampla resistência. Escolheu o amigo maranhense de Flávio Dino, Weverton Rocha (PDT), para relator da indicação do ministro ao STF. Repetiu a canetada para facilitar a ida de Paulo Gonet à PGR ao escalar o petista Jaques Wagner (BA) como relator da indicação do procurador ao cargo do MPF. Nessa lida, surgiu até plano de alçar Rodrigo Pacheco ao TCU.

Rui Costa mudo na linha com Lira

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, telefonou várias vezes semana passada, sem sucesso, para o presidente da Câmara, Arthur Lira, durante a reunião de líderes. Costa queria pedir que o PAC entrasse na lista das emendas parlamentares. Lira lembrou das promessas na Caixa, não cumpridas.

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Conta de R$ 100 bi

O Estado do Rio de Janeiro retoma a rota do crescimento. Gerou 120 mil empregos com carteira nos últimos nove meses, abriu 6.222 empresas no período e tem R$ 100 bilhões em investimentos garantidos, públicos e privados. Os dados foram levados pelo secretário de Indústria e Comércio, Vinícius Farah, ao governador Cláudio Castro.

Telhado de vidro

O ex-deputado federal Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal – seu maior filiado é Rubens Ometto – tem dado entrevistas criticando a atuação da ANP. Mas se esquece do seu telhado de vidro. O MPF move processo contra o antigo deputado por corrupção, sobre suas emendas parlamentares via um assessor lobista.

NOS BASTIDORES

Os escolhidos de Jair

Jair Bolsonaro quer eleger senadores em todos os Estados na eleição de 2026. Já tem uma lista à mesa do PL com potenciais nomes e vai visitar todas as capitais até lá.

Da porta ao lado

O clima esquentou no Palácio Buriti. A vice do governador Ibaneis, Celina Leão, que sonha ser a sucessora, acha que vai ser rifada e investe em aparições na TV. É que Ibaneis tem aliados mais graúdos.

Sem lousa ideológica

Um movimento articulado por deputados de direita se repete em Assembleias Legislativas. A criação de frentes parlamentares contra doutrinação ideológica no ensino, nos quais apontam professores com linha esquerdista. A mais nova é a gaúcha.

O lobista de Dirceu

Julio Cesar Santos, ex-sócio de José Dirceu na JD, voltou a fazer lobby em Brasília. Foi visto num café no Lago Sul com colegas conversando com funcionários graduados do PT de diferentes Ministérios.


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