Bolsonaro recebe alta da UTI e espera decisão sobre prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro, hospitalizado por uma broncopneumonia, recebeu alta nesta segunda-feira (23) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou um de seus médicos, enquanto aguarda que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se lhe concede prisão domiciliar.

Após mais de uma semana internado em um hospital de Brasília, o líder da direita passou da unidade de cuidados intensivos para um quarto do centro médico, embora por enquanto “sem previsão de alta hospitalar”, disse à AFP o médico Brasil Caiado.

Bolsonaro recebeu também nesta segunda-feira um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser transferido para sua casa e não retornar à Papudinha, em Brasília, onde está detido desde janeiro.

O ex-mandatário, de 71 anos, foi condenado em setembro a 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Seus advogados apresentaram vários pedidos de prisão domiciliar “humanitária” devido a seus recorrentes problemas de saúde.

Após o parecer positivo da PGR, a decisão cabe agora ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou Bolsonaro.

O ex-presidente (2019-2022) deu entrada na terapia intensiva da clínica privada DF Star, em Brasília, no dia 13 de março, com um quadro de febre alta, sudorese e calafrios.

Seus médicos informaram nesta segunda-feira que seu estado é “estável”.

Segundo a equipe médica, a infecção que o levou ao hospital é resultado de um episódio de broncoaspiração, ligado às sequelas de uma facada no abdômen que sofreu durante um ato de campanha em 2018.

Desde então, Bolsonaro foi submetido a várias cirurgias e sofre crises de soluços, às vezes acompanhadas de vômitos.

Preso, indicou seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato para as eleições presidenciais de outubro.

A menos de sete meses do pleito, algumas pesquisas mostram um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato.

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