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Bolsonaro pede que brasileiros não deem “munição ao canalha” do Lula (Twitter)

Crédito: AFP

Jair Bolsonaro durante uma cerimônia para comemorar os 300 dias do governo Bolsonaro no Palácio do Planalto, em Brasília (Crédito: AFP)

O presidente Jair Bolsonaro pediu, neste sábado, que o povo “não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre”, no dia seguinte da libertação do líder da esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.

“Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, tuitou Bolsonaro.

Bolsonaro não tinha comentado até agora a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que na sexta-feira possibilitou a libertação de Lula da prisão de Curitiba, onde cumpria desde abril de 2018 uma pena de oito anos e 10 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Durante o dia, o presidente, adepto das redes sociais, tinha se limitado a mostrar realizações de seu governo, deixando nas mãos de seus filhos a tarefa de descarregar a indignação contra o STF.

Assim que saiu da prisão, Lula anunciou que percorreria o Brasil e que se empenharia em “demonstrar que este país poderia ser muito melhor se tivesse um presidente que não minta tanto no Twitter como Bolsonaro”.

Lula realizará um comício na tarde deste sábado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (arredores de São Paulo), berço de sua carreira política e lugar onde se entregou à polícia em 7 de abril de 2018 para começar a cumprir sua pena de prisão.