Bolsonaro, o subversivo

Crédito: AFP/Arquivos

(Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro discursa em Brasília em 12 de maio de 2021 (Crédito: AFP/Arquivos)


Jair Bolsonaro não respeita os valores militares que vive enaltecendo da boca para fora. É um subversivo.

Deixou isso claro trinta anos atrás, quando transgrediu a disciplina para reclamar em público do valor do soldo (gesto que mais tarde ele mesmo descreveu como “desleal”) e para imaginar uma explosão de bombas que demonstrasse a insatisfação dos oficiais.

Deixou isso claro mais uma vez neste fim de semana, quando levou para o alto de um carro de som um general da ativa, no meio de uma manifestação política – e mandou às favas regras explícitas de conduta militar. 

É claro que Eduardo Pazuello é responsável pelos seus atos. Podia ter se recusado a participar da passeata, em vez de pisotear suas insígnias. Mas Bolsonaro, como militar e como presidente, foi co-autor desse gesto de desprezo pelas Forças Armadas. 

Nada ali foi por acaso. Os dois sabiam muito bem que estavam pisando fora das linhas do campo.

E para quê? Para celebrar os “sucessos” da gestão federal da pandemia. Para insuflar gente contra o Congresso e o Judiciário.

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Na tarde desta segunda-feira, o Exército abriu um processo para apurar a conduta de Pazuello na passeata no Rio de Janeiro. O procedimento não levará menos de 30 dias e o general terá todas as oportunidades de se defender. Ao final, poderá receber diversas punições – entre elas, até mesmo uma passagem forçada para a reserva. 

A questão é se essa aposentadoria compulsória seria mesmo uma punição ou, pelo contrário, uma oportunidade. 

Quem assistiu aos depoimentos do ex-ministro da Saúde na semana passada, quando ele mentiu repetidamente para proteger o presidente, na verdade não tem razões para se surpreender com sua aparição no trio elétrico bolsonarista, onde foi apresentado como “o gordo do bem”. O comportamento de Pazuello na CPI da Pandemia já sugeria uma troca de lealdades – da família militar para a família do bolsonarismo. 

Hoje pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão, também ele general, disse que Pazuello já havia conversado com o Comandante do Exército, “pondo o pescoço no bloco” para a decapitação. Parece coisa de quem está ansioso para mudar de vida.

E não é que há indícios de que Pazuello foi mordido pela mosca azul da política? Seu nome já foi associado a uma candidatura ao Senado. São rumores que ele, por enquanto, desmentiu. 

Mas se vier mesmo a reserva, talvez ele pense no assunto com mais carinho. O exemplo mais bem sucedido de migração da caserna para a política está bem ao seu lado. Não digo que Pazuello vá chegar à Presidência. Mas poderá sair na frente, desde logo, com aprendizados úteis sobre como sugar o máximo de um gabinete parlamentar. 

Talvez  a reserva não seja um castigo assim tão grande para Eduardo Pazuello. 

Quanto a Bolsonaro, ele não deu demonstração nenhuma de se arrepender do pandemônio que ajudou a causar. É por que ele não respeita nenhuma instituição brasileira. Nem mesmo o “seu Exército”.

 

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