Bolsonaro, o mitômano

Em tempos de Oscar, Hollywood acaba de criar uma nova categoria: a de o maior mentiroso do ano. E o prêmio vai para? Quem respondeu Bolsonaro acertou na mosca. Em pouco mais de dois anos de mandato, o ex-capitão conseguiu se transformar de mito da galera bolsonarista a maior mentiroso da história. Ele começou mentindo na campanha. Dizia que iria combater a corrupção, não cederia aos partidos para lotear o governo, acabaria com o toma lá dá cá e outras baboseiras mais. Alguns meses depois, passou a interferir na PF para salvar a pele dos filhos, acusados de corrupção, entregou os ministérios às raposas do Centrão, demitiu Moro e começou a desmontar a Lava Jato,a operação que havia moralizado a política brasileira.

E as mentiras vieram aos borbotões. Incontáveis. Até que veio a pandemia e agravou a mitomania, uma doença patológica do mandatário. A primeira asneira que cometeu foi dizer que a Covid não passava de uma “gripezinha” e que as mortes não ultrapassariam a casa das 800. Como todos já sabem, a “gripezinha” já atingiu 15 milhões de pessoas e levou a vida de 400 mil brasileiros.

Em pouco mais de dois anos de mandato, o ex-capitão conseguiu se transformar de mito da galera bolsonarista a maior mentiroso da história

Em seguida, veio com a pior das infâmias. Dizia que os brasileiros que tinham medo da doença e ficavam isoladas em casa, de quarentena, eram maricas, ficavam chorando debaixo da cama. E recomendava que todos tomassem cloroquina, remédio ineficaz contra a Covid. Essa talvez seja a sua maior mentira. Afinal, esse medicamento mata quem o toma contra o coronavírus. Por receitar esse produto falacioso, Bolsonaro e seu ex-ministro Pazuello, ainda deverão ser responsabilizados criminalmente, possivelmente a partir da CPI da Covid.

As versões fraudulentas de Bolsonaro para fatos reais também aconteceram em relação ao meio ambiente. Ele e seu borra-botas, o ministro do Meio Ambiente, dizem que adotam uma política de vanguarda no combate ao desmatamento da Amazônia. O capitão chegou a afirmar na Cúpula do Clima, articulada por Biden, que o governo estava comprometido com a preservação das florestas e que havia duplicado as verbas para o combate à destruição da natureza. Na verdade, o orçamento para este ano determinou cortes substanciais nas verbas para o Ibama e ICMBio fiscalizarem as ações criminosas dos madeireiros e garimpeiros na região. Pior, o ex-superintendente da PF em Manaus, Alexandre Saraiva, denunciou Ricardo Salles por atuar na defesa dos madeireiros que retiraram 226 mil metros cúbicos de toras das matas amazônicas. O nariz de Pinóquio de Bolsonaro está repleto de cupim, apodreceu.


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